A presidente Dilma Rousseff reuniu-se na tarde desta segunda-feira (21) com os Presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e fez um pedido para que eles impeçam a realização da sessão conjunta do Congresso prevista para ocorrer hoje (22), a partir das 19 horas.

Na pauta da sessão constam 32 vetos presidenciais, entre eles, o que mais preocupa o governo é o veto 26/2015, ao reajuste dos servidores do judiciário.

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Dilma vetou integralmente o projeto em 22/07. 

Dilma se manifestou várias vezes sobre o tema e avaliou que: "Nós achamos lamentável o reajuste, até porque é insustentável para um país como o nosso – em qualquer circunstância – dar níveis de aumento tão elevados".

Ministérios, cargos, e liberação de verba são oferecidos a parlamentares

Para conter a fuga da base aliada e evitar a derrubada dos vetos, o governo já ofereceu mais de R$ 4,9 bilhões em liberação de emendas parlamentares, cargos de segundo escalão e agora vê como alternativa a entrega do Ministério da Saúde ao PMDB. 

Como resultado desta “barganha”, vários deputados e senadores, que defendiam a derrubada do veto, mudaram de posição e passaram a defender a manutenção.

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Servidores não podem pagar a conta da crise

Os servidores do judiciário argumentam que não foram responsáveis pela crise financeira e não podem ser penalizados por ela. Para as lideranças, a categoria agoniza nove anos sem reajuste salarial e já deu sua quota de sacrifícios ao país. 

Os sindicalistas acreditam que não é o reajuste dos salários do judiciário que inviabiliza o país, mas a alta taxa de juros paga pelo governo, que consome quase 50% do orçamento da União e beneficia uma dezena de famílias de banqueiros.

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Política

Governo Dilma gastou mais de R$ 1 trilhão com pagamento de juros

Carla Rovel, integrante do Comando de Greve do Paraná, afirma que o pagamento de juros é o responsável pela atual crise econômica no país. 

Um levantamento feito junto ao Banco Central mostra que no governo Dilma foram pagos mais de R$ 1 trilhão, valor suficiente para financiar 37 anos do programa Bolsa Família (principal bandeira social do governo), ou mais de 50 anos de planos de reajuste salarial de servidores.

Renan e Cunha podem inviabilizar sessão do Congresso

Os líderes do governo avaliam que se a sessão for instalada, existe grande possibilidade do veto 26 ser derrubado. A estratégia a ser adotada por Renan e Cunha é prolongar as sessões do Senado e da Câmara para inviabilizar o início da sessão conjunta do Congresso.

Em coletiva a imprensa ontem (21), Cunha defendeu a manutenção do veto ao reajuste do Judiciário e afirmou que o melhor seria adiar a sessão de votação de vetos, para evitar que se "acenda um fósforo em um tanque de gasolina". Renan Calheiros afirmou hoje (22) que realizar a sessão do Congresso seria potencializar o risco Brasil e disse que pode adiar a votação dos 32 vetos.

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Servidores organizam grandiosa manifestação

Para pressionar a presença dos congressistas na sessão do Congresso, os servidores apostam na mobilização popular. Está previsto para hoje, a partir das 16 horas, um ato público no gramado em frente ao Congresso Nacional, onde milhares de servidores vindos de todos os estados se concentrarão. A articulação prevê atividades no parlamento.

Pela manhã, centenas de servidores circulavam entre os gabinetes dos parlamentares e nas comissões das duas casas, num trabalho que se repete por vários meses. O quórum mínimo para derrubar um veto presidencial é de 257 deputados e 41 senadores.

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