Pela análise dos últimos acontecimentos, parece que presidente Dilma Rousseff terá um panorama um tanto negro a ser descortinado pela frente. A crise econômica, que vinha sendo a tônica dos brasileiros nos últimos meses, parece que se aprofundou com o rebaixamento do Brasil, no último dia 09, por uma agência de classificação internacional. De mãos dadas com a crise econômica, a crise Política pode dificultar as ações do governo para que as medidas de ajuste fiscal possam ser bem sucedidas.

A necessidade urgente de se buscar medidas para se garantir o equilíbrio das contas públicas, passa pelo suporte político que o governo deve obter para pôr em prática tais medidas.

O problema maior ,que o governo de Dilma enfrenta, é a falta de apoio de deputados e senadores para aprovarem as medidas econômicas corretas. O ajuste fiscal, que o governo tenta implantar, deverá passar pelo aumento e pela criação de impostos a fim de incrementar a receita. Aliado a isto, temos a necessidade de cortar gastos. Estes pontos não tem o apoio de alguns partidos, tais como o PMDB, que é tido como o principal elo entre o Senado e a Câmara.

Para as lideranças políticas, a nota de rebaixamento do Brasil pode representar o aprofundamento da recessão, como afirmou o líder do DEM na Câmara, o deputado Mendonça Filho.

O parlamentar sentencia que isto é um forte sinal da não governabilidade da presidente. Porém o mesmo não cita a palavra impeachment.

Numa tentativa conciliatória, o líder do governo, no Senado, José Pimentel, afirma que todos os congressistas tem dado a sua parcela de contribuição para o arregimento de forças a fim de salvar o Brasil. Ele frisou que, o relacionamento entre o Legislativo e o Executivo, manteve-se cordial até o presente momento.

Isto prova a intenção de todos em aprovar as medidas de ajuste fiscal necessárias, para se colocar o país novamente em ritmo de crescimento econômico.

O líder do governo, o deputado José Guimarães, declara que, mesmo como país de característica emergente, o Brasil vai continuar a receber investimentos de natureza externa, apesar do rebaixamento de risco econômico.

As lideranças, que compõem a base do partido do governo, defendem que seja feito uma reforma ministerial e que os partidos da base de sustentação devem ser favorecidos.

A queixa comum é a falta de diálogo com a base, conforme explica o deputado federal José Airton (PT).

Do ponto de vista técnico, o governo resolveu intervir de forma muito tardia na economia. Recrutar um executivo competente como o atual ministro da Fazenda, foi importante, porém, deveria ter sido feito o quanto antes É o que afirma o cientista político, da Universidade de Brasília, Ricardo Caldas. De acordo com a análise do pesquisador, os efeitos das medidas de ajuste não vão ser notados em um curto espaço de tempo. Além do mais, não há como prever quando estes irão aparecer.

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