A situação da presidente Dima Rousseff ficou insustentável. Até os aliados da líder do Partido dos Trabalhadores, que no passado tanto a defenderam, agora tomam uma postura de neutralidade. Alguns, pelo menos internamente, já avaliam que não dá mais para continuar. Michel Temer, o vice-presidente da governante do país, já estaria se preparando para assumir o poder, caso haja essa necessidade. Conversando com algumas pessoas especialistas em política, a Blasting News até encontrou um prazo para a situação se resolver. A maior parte deles acredita que em dois meses o país deve ter uma definição, se Dilma fica ou se Dilma sai.

Mas basta abrir os jornais ou ligar a televisão para ver que a situação não está fácil para os brasileiros, que entram em desespero com essa indefinição.

No Rio de Janeiro, um dos estados que mais depende da indústria do Petróleo, homens e mulheres lutam para conseguir uma vaga de trabalho. Nesta terça-feira, 22, por exemplo, uma empresa carioca abriu 200 vagas, mas viu milhares de pessoas em sua porta. Homens chorando foram vistos dizendo que se preocupam com suas famílias. Torneiros mecânicos e até engenheiros, todos na mesma fila. Não é uma crise dos pobres ou dos ricos, mas sim de todos. 

No mesmo dia, até o fechamento desta matéria, por volta das 12h45, o dólar comercial era cotado acima dos R$ 4, complicando a compra de produtos no exterior. Quem estava com planos para viajar está desistindo, mesmo até com passagens compradas, é o caso de Juliana Mesquita, publicitária de Recife. Ela havia comprado passagens em uma promoção para o final de setembro.

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O sonho dela era conhecer Nova York, nos Estados Unidos. Planos que foram por água abaixo. Ela pagou R$ 2.500 pelas passagens, mas tenta agora um acordo com a companhia aérea para tentar alterar a data do seu voo. O motivo é o de sempre, se tornou praticamente impossível ter dinheiro para comprar no exterior.

Enquanto isso, Dilma Rousseff faz reuniões de emergências com ministros e tenta negociar com a oposição que não faço vetos a suas alterações propostas na economia, como a volta da CPMF. Os ânimos poucas vezes estiveram tão ruins em Brasília.