O clima político no país parece que a cada dia se complica mais. Com a popularidade mais baixa da história, a presidente da república Dilma Rousseff está sofrendo com algumas declarações de seu vice, Michel Temer. O representante do PMDB criou algumas polêmicas nas últimas semanas. Em uma delas, Temer aparece em um vídeo de seu partido dizendo que o Brasil vai mudar, que precisa mudar. Entretanto, ele e Dilma já estão a quase cinco anos no poder. Ainda assim, o PMDB se coloca como a grande mudança que o país precisa.

Nesta quinta-feira, 03, Michel Temer se reuniu com um grupo de empresários em São Paulo. O vice-presidente da república conversou sobre a crise econômica e política.

Michel disse que Dilma Rousseff não é uma mulher de renunciar, que dificilmente ela faria isso, mesmo caso fosse aberto um pedido de Impeachment. De acordo com informações do jornal Folha de São Paulo, Temer foi ainda além e comentou os 7% de aprovação do governo da presidente. A representante do Partido dos Trabalhadores, o PT, tem 71% de rejeição. "Fica realmente impossível alguém governar com essa impopularidade por mais três anos", avaliou o aliado de Dilma.

Temer diz que país vai melhorar apenas no ano que vem

Apesar da fala, Michel Temer disse que as coisas tendem a melhorar apenas no meio do ano que vem, quando a crise deve começar a sumir do país. Enquanto isso, diversos políticos e empresários continuam sendo investigados pela polícia federal na operação 'Lava Jato'. No esquema, o dinheiro que serviria para as obras da Petrobrás acabou no bolso de terceiro.

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Dentre outras coisas, esse esquema teria financiado campanhas eleitorais.

Como a 'Lava Jato' envolve as maiores empreiteiras do país, o setor de petróleo e da construção civil parou. Um dos estados mais afetados é o Rio de Janeiro, que já mostra o maior crescimento do desemprego no país. Enquanto trabalhadores ficam sem seus postos de trabalho, os servidores do INSS entraram em greve, dificultando assim a obtenção da aposentadoria e também do seguro desemprego.