Acusado de ser o titular de contas secretas na Suíça e pressionado a renunciar ao cargo, o presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha teria ensaiado um acordo com o governo Dilma, por sua vez ameaçada de impeachment por irregularidade fiscal, as famosas "pedaladas". Mas as últimas declarações de ambos demonstram que, se houve algum acordo, não funcionou.

Nesta segunda-feira (19), Eduardo Cunha declarou que o governo federal é protagonista do "maior escândalo de corrupção do mundo" e acrescentou que não renunciará.

Em viagem a Suécia e Finlândia, Dilma rebateu Cunha dizendo lamentar que o escândalo sobre as contas em bancos suíços seja "protagonizado por um brasileiro". A presidente também negou a existência de qualquer trato entre o deputado e o governo, afirmando que o acordo de Eduardo Cunha é com a oposição.

As contas de Cunha

Apesar das evidências, comprovadas através de documentos como o passaporte de Cunha que foi usado para abrir as contas secretas na Suíça, o deputado se nega a dar declarações.

Cunha insiste que está sendo perseguido pela Procuradoria-Geral da República e informou que seus advogados se pronunciarão no momento oportuno.

Dilma diz que seu governo não é corrupto

Nesta terça-feira (20), em entrevista que concedeu a jornalistas no hotel onde está hospedada em Helsinque, Finlândia, a presidente avisou que não comentaria "as palavras do presidente da Câmara". Convicta, afirmou que seu governo não está envolvido em nenhum escândalo de corrupção: "não é meu governo que está sendo acusado".

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Política

Citando a Lava Jato, ratificou que as pessoas que praticaram crime de corrupção na Petrobras estão presas: "não é a empresa Petrobras que esta envolvida em escândalo".

Sobre a situação econômica, comparando com a Europa e os Estados Unidos, a presidente garantiu que o Brasil vai superar a crise.

Quanto aos pedidos de impeachment, Dilma descartou a possibilidade de que inviabilizariam seu governo. Nesta quarta-feira (21), a oposição deve tentar um novo pedido, mas Dilma mostrou não se sentir intimidada.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo