Na noite da última terça-feira (13) em São Paulo/SP, Dilma Rousseff discursou na abertura do Congresso da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e fez afirmações polêmicas. De acordo com a Presidente da República, do PT, o Brasil vive um momento político delicado e que a primeira necessidade do país é buscar uma estabilidade política. Ainda para Dilma, os opositores não estão permitindo que ela consiga governar de forma tranquila e a oposição está, através de um golpe de estado, tentando chegar ao poder.

Na plateia encontravam-se políticos e sindicalistas, inclusive o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, José Mujica que foi presidente do Uruguai e Rui Falcão, atual presidente do Partido dos Trabalhadores (PT).

Depois que Dilma falou, em seu discurso, que o Brasil precisa de estabilidade política, a plateia em coro, gritava que "não vai ter golpe". Para a Presidente República o país vive um terceiro turno desde o fim das eleições, forjado e fomentado pelos partidos de oposição.

Com seu discurso afiado e ácido, Dilma Rousseff disparou que a oposição não tem argumentos suficientes e tão pouco embasamento para pedir impeachment. A presidente ainda afirmou que o que os partidos de oposição estão fazendo é algo sem pudor e que espalham o ódio através das redes sociais e da grande mídia.

A Presidente da República aproveitou para avisar que "moralistas sem moral" não possuem biografia suficiente para atacá-la. Dilma fez questão de dizer que há um golpe em andamento no Brasil e que não existe, hoje na política nacional, alguém com capacidade e moral para atacar a honra dela.

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Após proferir estas palavras a plateia, de pé, aplaudiu por um longo período de tempo Dilma Rousseff.

Ainda de acordo com a presidente, não existe fato jurídico capaz de justificar o pedido de impeachment e que qualquer tentativa é "golpismo escancarado". Para justificar as tais "pedaladas fiscais", que são atrasos no repasse de pagamentos do Governo aos bancos públicos, Dilma disse que isso foi necessário para manter os programas sociais ativos e em dia. Para a Presidente da República "todos os governos" antes do dela utilizaram esse artifício administrativo e ela tentou tratar o fato como algo comum e corriqueiro.

Mesmo após a rejeição das contas do Governo Federal de 2014 pelo Tribunal de Contas da União (TCU), o discurso de Dilma Rousseff não caminha para o lado de admitir as falhas de seu governo e sim para o ataque a opositores e a denúncia de um suposto golpe.