O ministro Aldo Rebelo, que atualmente responde pela pasta da Defesa, foi o responsável por mais um episódio que está gerando uma grande inquietação dentro das Forças Armadas e na sociedade em geral. O atual ministro, que é ligado ao partido comunista do Brasil (PC do B), assinou na última semana, em Brasília, a demissão do general Antonio Hamilton Martins Mourão, que respondia pelo Comando Militar do Sul (CMS).

Motivo: as duras críticas feitas ao Governo Dilma e aos vultosos escândalos de corrupção dentro do poder. A outra questão, que poderia ter levado à exoneração do militar, teria sido a homenagem prestada ao falecido Coronel Brilhante Ustra, que, na época da ditadura militar, comandara o temido DOI-Codi, que funcionava no segundo Exército, na cidade de São Paulo. Este é apontado como um dos principais centros de tortura que estava em atividade durante o regime militar.

A atitude do titular da Defesa gerou uma grande inquietação dentro dos meios militares. A insatisfação também veio da sociedade que se utilizou das redes sociais para manifestar o seu descontentamento.

O general Antonio Hamilton Mourão é um dos mais respeitados militares, na ativa, dentro das Forças Armadas atualmente. A sua exoneração deixa claro a intenção do governo, em puní-lo, pelas declarações feitas em Porto Alegre, no último dia 17 de setembro.

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O mesmo declarou que, grande parte dos homens da política brasileira, parecem não ter discernimento intelectual adequado e nem seguir ideologia própria, a não ser o domínio da capacidade de iludir as massas. Quando questionado sobre o impeachment da presidente Dilma, o general afirmou que, caso ocorresse, não mudaria muita coisa, apenas que seria eliminado, de imediato, a incompetência, a corrupção e a má administração.

Para agravar a situação do militar, Mourão permitiu que fosse feito, dentro da Unidade que ele comandava, uma homenagem ao Coronel Brilhante Ustra, que fora comandante, durante o regime militar, de uma das unidades mais temidas pelos dissidentes do regime, o DOI-Codi. A instituição funcionava em São Paulo. Dilma, quando fora detida pelas atividades terroristas, teria sido presa e torturada na mesma, sob o comando do Coronel falecido.

A cerimônia, em memória de Ustra, foi realizada em Santa Maria, Rio Grande do Sul, terra natal do homenageado e realizada sob o comando do General José Carlos Cardoso, que era subordinado hierarquicamente à Mourão.

Aldo Rebelo, tomando conhecimento dos fatos, aproveitou a rotina de transferência tão comum, dentro dos meios militares, para efetivar a exoneração. O general será transferido para o comando da Secretária de Economia e Finanças do Exército, um cargo de cunho burocrático, antes ocupado pelo general Edson Leal Pujol, que substituirá o próprio Mourão no seu antigo posto.

Rebelo tratou de comunicar o fato à presidente Dilma, que não esboçou qualquer comentário. Apenas concordou com seu silêncio. O ministro comentando o caso afirmou que o militar, com sua atitudes, havia sido destituído de suas prerrogativas de comando.

As reações são inúmeras. Na internet, o site Revoltados On Line, que defende o afastamento de Dilma, parabenizou o general pela coragem e sinceridade, apesar das represálias que o mesmo poderia sofrer. As manifestações vieram também de militares da reserva, que pela redes sociais declaram apoio ao colega de farda.

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