Em entrevista exclusiva à Blasting News Brasil, a economista Maria Beatriz Figueiredo, presidente do diretório paulista do Novo, aprofundou um pouco mais as diretrizes de trabalho e as ideologias do partido. Segundo ela, o atual cenário político brasileiro precisa urgentemente encontrar alternativas viáveis para modificar o rumo do país. Confira, na íntegra, e em duas partes, a entrevista.

Blasting News Brasil: Primeiramente, o Novo se colocaria como um partido de Direita ou Esquerda?

Maria Beatriz Figueiredo: Procuramos evitar esses rótulos, que pouco se aplicam nos dias de hoje e que acabam gerando muito ruído desnecessário. Nosso foco está na discussão de ideias e na formulação de propostas para solucionar problemas sociais do Brasil. Mas podemos dizer que temos uma inclinação liberal. Queremos implementar soluções que funcionam, medir resultados, trazer eficiência para o Estado brasileiro e impedir que ele sufoque as iniciativas dos cidadãos e da sociedade civil.

BN: No estatuto do Novo, consta a proibição da reeleição de filiados para cargo no Poder Legislativo. Em uma proporção mais ampla e englobando também as demais siglas, o Novo defende o fim da reeleição para todos os pleitos?

MBF: Na verdade, proibimos a segunda reeleição. Por exemplo: um candidato se elege vereador pelo Novo. Ao fim do mandato, ele pode se candidatar à reeleição pelo Novo. Depois disso é que não poderá mais se candidatar a vereador pelo Novo.

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Ainda poderá, contudo, se candidatar a outros cargos, como deputado. Criamos essa restrição para impedir que políticos se acomodem em seus cargos e para promover a renovação dos quadros. Para nós a Política exige profissionalismo e dinamismo. Depois de oito anos, a pessoa tem que estar pronta a procurar novos desafios e a abrir espaço para outros. Não temos intenção de lutar pelo fim da reeleição.

BN: Que visão o Novo tem sobre o atual cenário político brasileiro e sobre um eventual impeachment da presidente Dilma Rousseff?

MBF: Tendo em vista a condenação das contas de 2014 pelo TCU, que comprovou fraudes fiscais bilionárias nas contas do governo, defendemos a aprovação do impeachment. E o fazemos por um motivo institucional sério: se nada for feito, criaremos um precedente muito nocivo: todo Presidente da República saberá que pode cometer crime fiscal impunemente.

As consequências para o Brasil serão desastrosas, como aliás já estão sendo as consequências das "pedaladas" do governo Dilma.

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