PT e PSDB ainda não resolveram partir para a ofensiva quando o assunto é a situação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), mas, pelo que tudo indica, os tucanos serão os primeiros a tomarem um lado na história. O secretário geral do PSDB, deputado Sílvio Torres (SP), afirmou, no último domingo (8), que a Executiva Nacional do partido irá se reunir, na terça-feira (10), para alinhar o discurso e apoiar o afastamento de Cunha do cargo.

“Na próxima terça-feira, em reunião da Executiva Nacional, devemos confirmar nosso pedido de afastamento de Cunha da presidência da Câmara e reprovação aos crimes que ele cometeu, confirmados nas provas divulgadas”, disse Sílvio Torres.

O presidente nacional do partido, senador Aécio Neves (MG), já sinalizou para esse posicionamento do PSDB quando, na última sexta-feira (6), disse serem “contundentes” as provas contra Eduardo Cunha.

O secretário geral do partido afirmou, ainda, que a maioria da bancada tem esse posicionamento, porém, ele ainda não foi expresso em público, o que deve ser feito mais claramente após a fala de Aécio Neves e da reunião da Executiva Nacional.

O PSDB vinha recebendo diversas críticas pelo seu posicionamento apático com relação às denúncias contra Eduardo Cunha. Um dos nomes mais criticados era o do líder da bancada do partido na Câmara, deputado Carlos Sampaio (SP).

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Política PSDB

Sílvio Torres defendeu o colega dizendo que o posicionamento “mais contido”, como declarou, de Sampaio sobre Cunha é devido sua relação de proximidade com o presidente da Câmara, mas, uma vez que o partido assuma uma postura, todos terão que seguir.

PMDB também se movimenta

Enquanto o PSDB se movimenta para descolar sua imagem de Eduardo Cunha, o PMDB pretende tomar a mesma postura com relação ao PT.

No próximo dia 17, será realizado o Congresso do Partido e a ideia é demarcar o início de um afastamento gradual do PT com o objetivo de não ter a imagem associada à crise vivida pelo país nas eleições municipais do próximo ano.

O passo tomado no dia 17 pode ser o primeiro para um rompimento futuro e o lançamento da candidatura de um nome próprio em 2018.

“Está na hora de voltar às origens das grandes lutas.

Um partido com a idade do PMDB, 50 anos, precisa começar a discutir uma candidatura própria à Presidência em 2018. Esse sentimento é unânime”,afirmou o senador Valdir Raupp (RR), vice-presidente do PMDB.

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