Por essa ele não esperava, mas o fato é que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, ultrapassou todos os limites na visão de seis partidos, PSOL, DEM, REDE, PSDB, PPS e PSB e está mais pressionado do que nunca.

Conforme o portal G1, esses seis partidos cobram o afastamento de Cunha e em represália às manobras do presidente da Câmara decidiram formar uma aliança com o objetivo de obstruir todas as votações da Casa.

Os líderes dos seis partidos anunciaram, nesta terça-feira (24), ações para pressionar Cunha arenunciar ao comando daCâmara dos deputados.

As ações incluem impedir as votações em Plenário, não participar das reuniões semanais nogabinete do presidente da Câmara, quando são definidas as pautas de votações, enão participar dos almoços das lideranças, realizados as terças feiras.

As bancadas dos seis partidos aliados representam 25% do total de deputados federais, ou sejam, somam 128 dos 513 deputados federais. No entanto, Eduardo Cunha minimiza a intensão dos partidos de obstruir as votações, dizendo que todos eles juntos não tem número suficientepara impedir a Casa de funcionar.

O líder do PSDB, deputado Carlos Sampaio, disse que a decisãode formar um pacto entre os seis partidos foi em represália às manobras de Cunha, que não mede esforços quando o objetivo é sua própria proteção. Para Sampaio, usar o cargo é um comportamento mesquinho que não combina com o decoro da Casa.

Cunha e seus aliados têm criado situações parapostergar o processo que investiga o presidente da Câmara porquebra de decoro parlamentar.

Enquanto isso, o governo, que até então vivia às turras com Cunha, desde que ele comunicou, oficialmente, à imprensa ter rompido com o Planalto, com o PT ealiderança governista na Câmara, aparece agora com uma posiçãomais condescendente com relação a ele.

O fato não passou despercebido pelos parlamentares oposicionistas ao governo Dilma, que avaliam a nova postura governista como uma tentativa de aplacar a determinação de Cunha de dar prosseguimento a alguns pedidos de impeachment da Presidente protocolados na Câmara.

Manobras e alianças, assim é o mundo político.

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