O deputado Wellington Roberto (PR-PB) utilizou R$ 189.196,80, entre outubro de 2009 e junho de 2015, da Cota Parlamentar para abastecer veículos pessoais no Posto de Combustível Shopping Ltda-ME. Por coincidência, ou não, a empresa pertence a José Edvan Roberto e Carla Germana L. B. Roberto, respectivamente irmão e cunhada do parlamentar. Segundo regimento da Casa, deputados são proibidos de contratarem serviços de empresas próprias ou de parentes com dinheiro público.

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O parlamentar afirmou que sua atitude não provocou “prejuízo ao erário público”. As informações são do Congresso em Foco.

Consta no Ato da Mesa de número 43/2009, em seu parágrafo 13 artigo 4º, a seguinte determinação:  “Não se admitirá a utilização da Cota para ressarcimento de despesas relativas a bens fornecidos ou serviços prestados por empresa ou entidade da qual o proprietário ou detentor de qualquer participação seja o deputado ou parente seu até o terceiro grau.”.

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Até onde se sabe, irmãos são considerados parentes de segundo grau, a não ser que essa informação tenha sido revogada em casos de parlamentares, o deputado está descumprindo o que determina os padrões da casa.

A Operação Política Supervisionada (OPS), organização com fim de fiscalizar a aplicação de recursos por parte de deputados e senadores, entregou ao Ministério Público Federal uma denúncia contra Wellington Roberto, porém, até o fechamento dessa reportagem, não houve nenhuma resposta.

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Corrupção

A OPS pede que os valores sejam ressarcidos aos cofres públicos.

Procurado pela reportagem do Congresso em Foco, o deputado afirmou que não vê nenhuma irregularidade em seus atos e que não houve prejuízo ao erário público.

Exemplo por vias tortas

Ao que tudo indica, Wellington Roberto não pretende seguir o “exemplo” de Paulo Feijó (PR-RJ). O também deputado foi denunciado em caso parecido, abastecendo carros particulares com dinheiro público em um posto do genro.

A OPS exigiu o ressarcimento após apresentar denúncia e foi atendida por Paulo Feijó. O deputado resolver devolver, em 45 parcelas, o valor de R$ 168.489,45. São feitos descontos em folha mensais no valor de R$ 3.744,21 para reparar a irregularidade do deputado.

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