Parece que a vida do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), vai ficar um pouco mais difícil depois das novas provas que foram divulgadas pelo jornal ESTADÃO na sua edição desta quinta-feira (12). Segundo a informação que consta no documento de uma das contas atribuídas a Cunha na Suíça, ele teria usado o nome da mãe como contrassenha no momento da abertura da conta.

Como forma de procedimento de segurança, o banco exige que, ao abrir uma conta, seja escolhida uma pergunta de segurança caso haja algum problema com sua senha original.

No caso da conta atribuída a Eduardo Cunha, a questão escolhida foi: "O nome de minha mãe?". Segundo consta nos documentos apurados pelo ESTADÃO, a resposta nas fichas de cadastro era “Elza”. A mãe do presidente da Câmara se chama Elza Cosentino da Cunha.

A conta em questão foi aberta em 2007, em Genebra, na Suíça, e encerrada em maio de 2014, apenas dois meses depois do início da Operação Lava Jato.

Para ser encerrada, o valor de 246 mil dólares foi transferido para outra conta, deixando o saldo da suposta conta de Cunha zerado. Outras três contas também são ligadas a Cunha.

Cerco fecha

Com o rompimento do PSDB na quarta-feira (11) e a proximidade do relatório parcial no Conselho de Ética que deve acenar para o prosseguimento das investigações na Câmara, dessa vez foram os investigadores da Procuradoria Geral da República que não se convenceram ainda com a desculpa da venda de carne enlatadae ser apenas o “usufrutuário em vida” do dinheiro.

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Corrupção Política

Para piorar, segundo a reportagem, eles tratam essa contrassenha como mais um indício que o peemedebista era quem controlava a conta.

Com sua assinatura, cópias do seu passaporte e agora mais esse indício particular da vida de Eduardo Cunha, os investigadores da PGR consideram que enfraquece ainda mais os argumentos da defesa do deputado.

Com uma defesa pouco convincente, e um acumulado de provas que recaem quase que diariamente sobre si, Eduardo Cunha se vê cada vez mais próximo das contas suíças que tanto nega ser o dono.

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