Para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva as atitudes de Delcídio do Amaral (PT-MS) é "coisa de imbecil". O líder do Governo no Senado foi preso nesta última quarta-feira (25), acusado de atrapalhar as investigações referentes à Operação Lava Jato.

Em almoço realizado na sede da CUT, Lula mostrou-se muito irritado com o companheiro de partido e foi duro ao criticá-lo: "Que idiota!"

Rui Falcão, que é presidente do Partido dos Trabalhadores, estava com Lula neste evento e apontou a diferença entre João Vaccari Neto e Delcídio que foram presos na Lava Jato. Só que Falcão foi questionado sobre o fato dele não ter sido solidário com o senador como foi com Vaccari e ele disse que há uma grande diferença entre "atividade partidária" e atividade "não partidária".

O presidente do PT além de não demonstrar nenhum apoio ao senador ainda divulgou uma nota dizendo que o Partido dos Trabalhadores não tem nenhuma obrigação de prestar solidariedade nesta hora com alguém que tenha feito o que Delcídio fez.

Mas Falcão se mostrou perplexo com o fato do STF - Supremo Tribunal Federal, ter autorizado a prisão de Delcídio, alegando que as "tratativa atribuídas" ao senador não têm relação com nenhum tipo de atividade partidária.

Na interpretação de Lula e do Partido dos Trabalhadores, a diferença é que Vaccari agiu representando o partido, o que não foi o caso de Delcídio.

Quando estava deixando a sede da CUT, vários repórteres quiseram entrevistar Lula, mas o ex-presidente apenas informou que não falaria nada porque Rui Falcão já teria dito tudo, mostrando ser solidário ao ponto de vista do companheiro.

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Emidio de Souza que é presidente do PT em São Paulo não acha que bastam palavras e que é preciso expulsar o senador imediatamente do partido. Para Emidio há casos que a reação precisa ser imediata.

O presidente do PT/SP não parou por aí e ainda cobrou explicações da bancada do partido sobre as notícias que estão circulando sobre o fato de ter sido negada solidariedade ao senador.

Falcão comentou que será realizada uma reunião onde será definido o que fazer com o senador, mas não comentou se a expulsão poderia ser uma opção.