A CPI instalada no Congresso para investigar os desvios de recursos destinados para obras públicas e que são regulamentados pelo Conselho Administrativos de Recursos Fiscais (Carf), parece que teve seu fim abreviado. Do mesmo modo, a CPI do BNDES. Isto por que a base aliada do governo, organizada por uma articulação feita, pelo menos uma semana antes, de modo secreto, entre Lula e Cunha, possibilitou impedir que elementos chaves, como o filho de Lula e os ex-ministros Erenice Guerra e Antonio Palocci, comparecessem e pudessem ser interrogados.

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O ex-presidente Lula, exercendo o que ele sabe fazer de melhor em negociar acordos, conseguiu, por intermédio de seus aliados políticos, fiéis ao PT e um grupo político pertencentes ao PMDB, que fosse rejeitada a proposta para que seu filho, comparecesse à CPI, que investiga o desvio de dinheiro público para as  contas da empresa de seu primogênito.

Do mesmo jeito, ele conseguiu impedir, por meio da votação contrária, dos membros da comissão, que o ex-ministro da Casa Civil, Antonio Palocci e Erenice Guerra, que fora braço direito de Dilma, também na Casa Civil, pudessem comparecer à CPI do BNDES, para prestarem esclarecimentos sobre a movimentação de altas quantias de dinheiro em suas contas particulares ou em contas de familiares.

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Lula e Eduardo Cunha, já haviam se reunido, em um encontro reservado no Palácio do Planalto, para conversa sobre questões políticas. Embora Cunha negue e Lula não confirme, daí, podem ter nascidos os acordos que livraram os que seriam convocados a esclarecem tudo que sabem sobre os supostos esquemas de Corrupção e desvio de dinheiro. Como seria possível? Indubitavelmente uma troca de favores.

Lula, por intermédio de seus interlocutores, acertara que o PT deixaria de pressionar Cunha para que renunciasse, por causa das denúncias de corrupção, recebimento de propina e contas secretas na Suíça.

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Lula Corrupção

O presidente da Câmara, por sua vez, deixaria de aceitar os pedidos que reiteram a abertura de processo de impeachment contra Dilma Rousseff.

A negociação que ocorreu  "por baixo dos panos", e envolveu até o presidente do Senado, Renan Calheiros, que orientou seus colegas a rejeitarem o pedido de convocação de Lulinha para depor. 

O clima negociado de calma entre o PT e o PMDB parece que tem serenado os ânimos,levando a crer que vai poupar, os deputados, tanto dos dois partidos que podem estar envolvidos, ou melhor, investigados pela operação Lava Jato.

Foram rejeitados também a quebra do sigilo telefônico, bem como de transações financeira de Luís Claudio, filho do Lula, incluindo as mensagens eletrônicas trocadas pelo mesmo.   

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