Conforme o portal G1, a nova fase da Operação Lava Jato deixa Brasília apreensiva com os reflexos e respingos no Governo Dilma, no momento que o maior aliado do Planalto, o PMDB, é alvo de investigação da Polícia Federal (PF).

Apesar de todos os esforços do governo, no sentido de amenizar a crise no país, e reduzir a dissidência do partido aliado, mais um fato relevante contribui para o turbilhão que vive a Política brasileira.

A operação de busca e apreensão da PF atingiu o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, o terceiro na linha sucessória de comando do país, e dois ministros do governo Dilma. Henrique Eduardo Alves (RN), do Turismo e Celso Pansera (RJ), da Ciência e Tecnologia. Além do ex-ministro Edson Lobão. Todos do PMDB.

A presidente Dilma Rousseff, que até o momento, tinha no Senado, na figura do presidente Renan Calheiros, um ambiente favorável para barrar o impeachment, teme maior instabilidade naquela Casa.

O governo vê com preocupação que pessoas próximas ao presidente do Senado, como o deputado Aníbal Gomes,PMDB-CE e o ex-presidente da Transpetro Sergio Machado estejam sendo investigadas, além da sede do PMDB, em Alagoas.

A ação da Polícia Federal deflagrada hoje,15, se constitui de 53 mandados de busca e apreensão em processos que investigam, além dos políticos do PMDB já citados, Renan Calheiros, do PMDB-AL, Nelson Bornier, do PMDB-RJ, e prefeito de Nova Iguaçu, também aliado de Cunha e o deputado Alexandre Santos, do PMDB-RJ.

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O procurador da República, Rodrigo Janot, também pediu busca e apreensão na casa de Renan, assim como foi feito na casa de Cunha, porém, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, negou.

O fato é que o Planalto admite que o ambiente político está instável e teme que a situação de Dilma possa piorar.

Quanto ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha concedeu entrevista à imprensa, nesta terça, 15, à tarde, e partiu para o ataque.

Desvalorizou a operação da PF, reafirmando ser alvo de perseguição política por ser um desafeto do governo e pediu que seu partido, o PMDB, saia, definitivamente, do governo.

Cunha afirma que o governo tenta desviar o foco do processo do impeachment de Dilma. 

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