O plenário da Câmara dos Deputados foi palco de muita confusão nesta terça-feira (8) quando finalmente foi eleita a comissão responsável por analisar o processo de Impeachment contra Dilma Rousseff. A chapa eleita conta com o apoio da oposição e também da ala dissidente do PMDB.

Assim que o resultado foi anunciado, muitos deputados presentes no plenário começaram a gritar "impeachment, impeachment". O protesto dos parlamentares de base foi silencioso e eles apenas estenderam uma grande faixa onde estava escrito: "não vai ter golpe". Houve muita desconfiança sobre a votação já que a mesma foi secreta. 

Entre os integrantes da comissão que agora irão analisar o pedido de processo de impeachment estão: Jair Bolsonaro PP-RJ, Marco Feliciano PSC-SP e alguns tucanos, como o deputado Carlos Sampaio.

Na chapa 2 estão 39 inscritos e ainda tem 26 deputados que deverão ser eleitos, pois são 65 vagas no total. A votação será nesta quarta-feira (9).

Mas o que chamou a atenção mesmo na formação desta comissão foi o tumulto instalado logo no início da votação. Houve até uma tentativa de ocupar os locais de votação. Deputados do PT que não são a favor do voto secreto começaram o protesto para impedir que seus colegas pudessem votar.

O protesto do PC do B foi mais organizado e o partido entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal pedindo que a eleição desta comissão fosse por voto aberto, mas até o início da noite desta terça-feira o STF ainda não tinha dado um parecer.

Duas cabines tiveram seus equipamentos danificados por causa da confusão . A cabine de votação disponibiliza uma tela que é sensível ao toque, onde é realizado o voto e também tem o aparelho responsável pela leitura biométrica para comprovar a identidade de quem está votando.

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Uma das chapas que estava concorrendo foi formada pela ala do PMDB que está aliado aos partidos de oposição, que são a favor da realização do impeachment, mesmo que Michel Temer, vice presidente da República, até o momento não tenha se pronunciado oficialmente, porém enviou uma carta a Dilma Rousseff mostrando seu descontentamento e fazendo duras críticas a ela e ao Governo do PT.

Após a formação da comissão, esta terá no máximo 48 horas para eleger o presidente da mesma e também seu relator.