Pela terceira vez, o Conselho de Ética decidiu adiar a decisão sobre o processo que julga o pedido de Impeachment do deputado federal Eduardo Cunha. A sessão tem previsão de retornar na tarde desta quarta-feira, 2, mas ainda pode sofrer novo adiamento.

O Conselho tentou julgar o caso de Cunha nesta terça-feira, 1, mas a sessão foi encerrada logo após o início dos votos para vetos presidenciais. Apesar de não ter ocorrido a decisão esperada, as seis horas de sessão foram acaloradas e repletas de bate boca entre políticos anti-Cunha e os pró-Cunha.

Parlamentares a favor e contra Eduardo protagonizaram cenas de discussão quando tentavam disputar vagas como suplentes do ato de votação.

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Houve xingamentos, acusações e muita gente estressada. 

Cunha ameaça aprovar processo de Impeachment e PT se mobiliza para apoiá-lo

Nesta segunda-feira, 30, Eduardo Cunha sinalizou que poderia aprovar o início de um processo de Impeachment contra Dilma Rousseff e que só aguardava o parecer de dois petistas. Essa situação pode ter sido uma estratégia para conseguir apoio dos parlamentares petistas durante o seu próprio processo de cassação.

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Inicialmente, Cunha estava confiante na rejeição do 21º pedido de Impeachment de Dilma já protocolado esse ano, entretanto, com o adiamento da votação de sua cassação, Cunha também deixou de se pronunciar sobre uma possível aprovação do Impeachment de Dilma.

O que acontece se Cunha aprovar o Impeachment?

Inicia-se um processo minucioso de votação na Câmara dos Deputados. Sendo aprovado, o processo segue para o Supremo para decisão final.

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Todo o processo pode demorar cerca de 180 dias. Desde o momento da aprovação do processo até o 180º dia, a presidente deve, obrigatoriamente, se afastar de suas atividades frente ao Estado, deixando o país sob comando do vice-presidente.

Caso esse prazo passe da validade e não haja nenhuma decisão sobre o Impeachment, a chefe de Estado poderá retomar suas atividades normalmente, até que o Supremo chegue a uma decisão.

Nem mesmo no governo de Fernando Collor, que sofreu o Impeachment em 1992, houve tamanha insatisfação popular com um governo federal, bem como tantos pedidos de Impeachment para um único representante político.

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