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Deputados federais e partidos políticos ganham uma bolada mensal para se manter sem precisar de nenhuma ajudinha por fora, porém, alguns parlamentares “crescem os olhos” e arrumam um jeito de economizar uma grana.

Os deputados federais têm direito a uma verba indenizatória para o bom funcionamento do mandato. Ou seja, um valor que eles podem gastar mensalmente e são ressarcidos pela Câmara dos Deputados. São gastos com despesas de aluguel, contas, fretamento de veículos, enfim, gastos básicos para o mandato de um deputado. Atualmente, o valor dessa verba está entre R$ 30.416,80 a 45.240,67, dependendo do estado do parlamentar.

Os partidos também não ficam para trás. Recebem uma boa grana do fundo partidário para dividir entre os diretórios estaduais e bancar suas despesas, como a manutenção de sua sede.

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Inclusive, um dos pontos da reforma política que está sendo apreciada pela Câmara dos Deputados são as regras do fundo de pensão. Mesmo assim, alguns deputados e partidos arrumam um jeito de burlar a lei.

Hugo Leal (Pros-RJ)

O parlamentar carioca tem direito a uma verba indenizatória mental de R$ 35.388,11. Segundo a Câmara dos Deputados, parte desse dinheiro é para pagar o aluguel de um escritório do parlamentar - Avenida Beira Mar 406, sala 901, centro do Rio de Janeiro. Por coincidência, no mesmo local, funciona o escritório da legenda carioca.

O Pros do Rio de Janeiro recebeu nada mais nada menos que R$ 14,3 milhões entre os meses de janeiro e junho de 2015 para seus gastos. Vale ressaltar que Hugo Leal é o presidente do partido no Rio.

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Wilson Filho (PTB-PB)

O deputado é outro parlamentar que gasta o dinheiro da Câmara para alugar um imóvel para a sede estadual do seu partido. A “casa” do PTB na Paraíba fica na Avenida Presidente Epitácio Pessoa, 3869, no bairro de Miramar, João Pessoa. No mesmo local está o escritório do deputado Wilson Filho, pago com o dinheiro da verba indenizatória. O presidente da legenda no estado é Wilson Santiago, pai do deputado Wilson Filho.

De janeiro a julho de 2015, foram gastos R$ 52.962,09 com o escritório do partido. Valor que foi ressarcido para o bolso do deputado pela Câmara. O partido recebeu entre janeiro e novembro de 2015 R$ 26,9 milhões do fundo partidário.

Guilherme Mussi (PP-SP)

O deputado paulista é outro que confunde gastos da verba indenizatória com o fundo partidário.

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No endereço do seu escritório, no bairro Ibirapuera, também funciona o diretório do partido. Em 2015, foram gastos nada mais nada menos do que R$ 172mil apenas de locação. Claro, o valor foi ressarcido pela Câmara para o deputado.

Damião Feliciano (PDT-PB)

O histórico do deputado é grande. Em 2013, o deputado “dividia” o seu escritório com o diretório da legenda na Avenida Camilo de Holanda, 601. Vale ressaltar que ele era o presidente do partido no Estado. Foram R$ 24,5 mil em um ano apenas com aluguel, mais R$ 1.020,00 com água e energia. No mesmo período, Feliciano recebeu R$ 136,7 mil de verba indenizatória.

Entre 2014 e 2015, a sede partidária mudou, e por consequência o escritório pessoal do deputado também. Até abril desse ano, segundo a Câmara dos Deputados, eram pagos mensalmente R$ 1,9 mil de aluguel do escritório na Avenida Coremas 568, em João Pessoa. Atualmente, o partido é presidido pelo filho do deputado, Renato Costa Feliciano.

O PDT nacional recebeu o valor de R$ 26,9 milhões do fundo partidário, e parte desse dinheiro foi encaminhado para o diretório paraibano.