Que o governador de São Paulo Geraldo Alckmin sente-se um estranho no ninho tucano não é surpresa para ninguém. Esse sentimento ganhou força com o apoio que o senador Aécio Neves - candidato derrotado à presidência em 2014 - vem conquistando dentro do PSDB para disputar as Eleições de 2018. Dentro do próprio partido existe uma ala que defende o nome de Alckmin para ser candidato em 2018, mas dificilmente emplacaria, assim como aconteceu com outro senador, o paranaense Álvaro Dias, que deixou o partido para filiar-se ao PV, onde não é apenas mais um e sim, o nome mais respeitado dentro do novo partido.

Esse também seria o sonho de consumo “político” do governador paulista. Nome importante dentro do PSDB, ele quer ser reconhecido pela contribuição histórica ao partido. O PSB está articulando a filiação de Alckmin através do governador de Pernambuco, Paulo Câmara, que viajou várias vezes para São Paulo com o objetivo de amadurecer a ideia de ter o tucano como um novo líder, papel exercido pelo ex-candidato a presidente Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo durante a campanha, um dia após conceder entrevista ao Jornal Nacional da Rede Globo.

Caso Alckmin aceite compor a base de filiados do PSB, o partido não ganharia apenas um governador que comanda o maior estado do país, mas também atrairia deputados estaduais e federais para a legenda, que uma vez fortalecida poderia disputar as eleições presidenciais de 2018 com chances reais de vitória.

Trajetória

O governador Geraldo Alckmin é dono de um currículo invejável na política. Médico de formação, ele atuou como vereador no município paulista de Pindamonhangaba, comandou a prefeitura do município, foi deputado estadual e federal, secretário Estadual de Desenvolvimento de São Paulo, além de vice-governador na gestão de Mário Covas.

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Além de governar o estado pela quarta vez, o tucano também chegou a disputar a presidência da república em 2006, mas perdeu no segundo turno para o petista Luiz Inácio Lula da Silva.

Um novo cenário em 2018

A ida do senador Álvaro Dias, do Paraná, para o PV e o possível ingresso do governador de São Paulo Geraldo Alckmin no PSB muda a configuração das eleições presidências de 2018. Até então apenas os nomes de Aécio Neves, Marina Silva e Lula apareciam como os mais fortes para a disputa, mas neste novo cenário as mudanças são visíveis, pois com Alckmin e Dias na briga, os partidos precisarão repensar suas estratégias.

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