"Quanto ao voto secreto, há essa lenda urbana de que, quando a Constituição não fala em voto secreto, tem de ser aberto", foi assim que Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal, o STF, definiu seu voto na votação para definir o rito de Impeachment contra a presidente da república Dilma Rousseff. Gilmar ainda fez elogios a um artigo de José Serra do PSDB, partido contrário a atual gestão da líder política do país, que pertence ao Partido dos Trabalhadores, o PT. 

"Ninguém vai cessar o impeachment por interferência do Judiciário. Se não tiver base parlamentar não sobrevive", manifestou sua posição o profissional da Justiça brasileira.

"Ninguém vai ser salvo de impeachment" por interferência do Judiciário, disse o ministro. Veja a fala dele abaixo:

Mendes seguiu o voto de Edson Fachin, dado um dia antes. O ministro ainda criticou a gestão de Dilma, disse que o país está "ladeira abaixo" e avisou que assim que terminasse seu voto entraria de férias. Os trabalhos no Supremo Tribunal Federal devem voltar apenas em Fevereiro do ano que vem. A partir desse mês, conforme informamos mais cedo, o tribunal terá que julgar outro político que pode acabar perdendo seu cargo, o Presidente da Câmara Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro. Por conta de sua posição na casa, foi dele a responsabilidade de aceitar e analisas o pedido de abertura do "impedimento" da companheira de legenda de Luiz Inácio Lula da Silva. 

Nas redes sociais, os contrários ao impeachment acusaram o ministro de ser partidário do PSDB por ter citado um texto de José Serra durante seu voto.

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Já os contrários ao governo da presidente Dilma Rousseff alegam nas redes que Gilmar é o único que tem coragem de dizer o que pensa. Verdade seja dita, Mendes é um dos mais polêmicos do maior tribunal do país.

Em nota: a votação para definir o rito de impeachment começou nesta quarta-feira, 16, e não tem hora para acabar nesta quinta. O STF entra em recesso amanhã. 

Obs.: essa notícia pode ser atualizada a qualquer momento. Última atualização feita às 18h40 no horário de Brasília.