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Nesta semana, um dos presos na Operação Lava Jato, autorizada pela Justiça e executada pela Polícia Federal, prestou declarações a respeito do esquema montado entre alguns partidos políticos e o empresário Ricardo Pessoa, dono da UTC. A empresa é uma das principais envolvidas no escândalo de Petrobras e investigada pela Justiça.

O delator do esquema

A existência do esquema veio à tona, através do acordo de delação premiada de Walmir Pinheiro Santana. O mesmo era o diretor financeiro da UTC e se encontra preso, por conta de seu envolvimento no esquema de Corrupção da estatal brasileira. Através do acordo de delação premiada, Santana deu detalhes de como funcionava o acordo entre o dono da UTC e alguns partidos políticos que participaram da CPI da Petrobras.

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A UTC e o seu contato com os partidos políticos

O esquema elaborado entre Ricardo Pessoa e os partidos, que, na época, participavam da CPI convocada para investigar o esquema de corrupção, tinham um contato em comum. Era o senador Gim Argello (PTB-DF). Na ocasião, o parlamentar era vice-presidente da comissão. Pelo acordo, o empresário Ricardo Pessoa não seria chamado a depor na CPI. Em contrapartida, ele teria que 'doar' certa quantia a cerca de quatro partidos. Os partidos foram definidos pelo senador. A quantia repassada para os indicados pelo político foi de R$ 5 milhões. Os pagamentos foram efetuados em parcelas, através de orientação dada por uma pessoa intermediária do senador do PTB.

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Quais os partidos que foram agraciados com as  'doações' e quanto cada um recebeu

De acordo com Walmir, em seu depoimento junto à PGR (Procuradoria Geral da República), os partidos que foram beneficiados com o acordo foram os seguintes: DEM, que recebeu da UTC a quantia de R$ 1,7 milhão, PR recebeu R$ 1 milhão, PRTB ficou com R$ 1,15 milhão e o PMN, com R$ 1,15 milhão. Todos os valores foram declarados como doações  eleitorais.

O senador Gim Argello nega qualquer tipo de acordo com Ricardo Pessoa e afirma nunca ter tido contato com o mesmo. Com relação ao fato de não convocar o empresário para depor na CPI, Argello justifica que a comissão também não convocou nenhum outro empresário para prestar qualquer esclarecimento.

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Entretanto, pondera que tanto Pessoa quanto a UTC foram indiciados, com base no relatório da comissão.

Os partidos políticos, relatados pelo depoimento do ex-diretor financeiro da UTC à Justiça, negam que tenham recebido dinheiro da UTC para esta finalidade. O DEM se defende e confirma o recebimento, porém, à titulo de doação devidamente registrada junto ao TSE, na sua prestação de contas. O PRTB nega o recebimento de doações por parte da empresa e que tenha participado de qualquer tipo de acerto com o senador Argello. O PMN se defende, afirmando que em seu quadro não consta senador eleito, portanto, não poderia nem ter participado da CPI. O PR ainda não se pronunciou sobre o episódio.