O que o PT temia aconteceu nesse inicio de noite: Eduardo Cunha aceitou o pedido de Impeachment contra a presidente da República, Dilma Rousseff. Depois de rejeitar pelo menos vinte pedidos similares por falta da presença de alguns requisitos legais obrigatórios, o presidente da Câmara acatou a denúncia encabeçada pelo jurista Hélio Bicudo.

O pedido gerou uma explosão de publicações sobre o assunto nas principais redes sociais.

Além disso, o PT fez com que Dilma Rousseff fizesse um pronunciamento em rede nacional às pressas, para acalmar os ânimos dos 'pró-Dilma', o que aumentou a repercussão do problema.

Troca de farpas

A relação de Eduardo Cunha com o governo de Dilma já está desgastada há algum tempo. Tanto que Cunha já havia declarado publicamente que havia encerrado seu vinculo político com o governo no primeiro semestre desse ano, gerando revolta em alguns parlamentares de seu partido.

Segundo os meios de comunicação noticiaram nessa semana, Cunha teria "ameaçado" aceitar o pedido de Impeachment caso os parlamentares petistas não o apoiassem na votação que decide se haverá ou não a sua cassação. No fim da tarde, os petistas sinalizaram que não o apoiariam. A sessão de votação foi adiada pela quarta vez pelo Conselho de Ética e poucas horas depois Cunha disse para a imprensa que havia acatado a denúncia de Bicudo e demais advogados envolvidos.

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O comunicado gerou comemoração na internet e nas ruas, como também proporcionou resquícios derevolta de jovens e militantes pró-PT e pró-Dilma. O pronunciamento de Dilma gerou 'panelaço' em algumas cidades brasileiras.

O processo de Impeachment seguirá o rito legal previsto, conferindo direito a ampla defesa e análise minuciosa do caso. Com votação favorável ao Impeachment, Dilma se afasta da presidência por até 180 dias, período de decisão de sua cassação ou permanência no poder.

Caso a resposta demore e extrapole esse período, Dilma volta ao poder até que a decisão seja comunicada, o que poderá ocorrer à qualquer momento sem aviso prévio.

Segundo processo nacional de Impeachment

No Brasil, Dilma é a segunda presidente da república a passar por um processo de Impeachment. O primeiro e que foi cassado ao final do processo, foi Collor. Além dos líderes máximos do Estado, prefeitos e governadores do Brasil já foram tirados do poder através de um processo de Impeachment.

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