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A Rede Sustentabilidade e o PPS protocolaram na última segunda-feira (1º), no Senado Federal, uma representação por quebra de decoro parlamentar contra o senador preso, Delcídio do Amaral (PT-MS). O documento será encaminhado ao Conselho de Ética da Casa e poderá causar a cassação do mandato de Delcídio. O curioso é o fato de PSDB e DEM, os dois principais opositores do governo petista, terem se recusado a assinar a representação devido a uma manobra legal, baseada no regimento, por interesse na relatoria do caso.

Segundo o regimento do Senado, e da mesma maneira o da Câmara, onde corre representação de teor próximo contra Eduardo Cunha (PMDB-RJ), os partidos que subscrevem o documento não podem participar do sorteio para assumirem a relatoria do mesmo.

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A tática foi utilizada pelo líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), e do Democratas, Ronaldo Caiado (GO), para que os oposicionistas tenham mais chances de serem relatores e deem prosseguimento a cassação de Delcídio.

“Ficou decidido que a Rede Sustentabilidade e o PPS firmariam a representação e os líderes do DEM e PSDB estão apoiando a iniciativa”, disse Cunha Lima ao defender a não assinatura do documento pelo seu partido.

Ronaldo Caiado, um dos senadores com discurso mais afiado contra o governo, tendo chamado até o ex-presidente Lula de “bandido frouxo” em seu Facebook, também comentou o assunto.

“É constrangedor para a Casa. Qualquer parlamentar que amanhã seja submetido a uma situação como essa depõe contra o decoro do parlamento como um todo”, condenou.

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Trâmite no Conselho de Ética

Ao ser encaminhada ao Conselho de Ética do Senado, cabe ao presidente do colegiado, senador João Alberto (PMDB-MA), acatar ou não a representação. Se aceita, haverá um sorteio para se designar um relator.

Pela proximidade do recesso parlamentar, e devido ao cumprimento dos prazos regimentais, é provável que a apreciação da matéria fique apenas para o próximo ano.

Outros senadores investigados pela Lava Jato

Renan Calheiros (PMDB-AL), Benedito Lira (PMDB-AL), Ciro Nogueira (PP-PI), Edison Lobão (PMDB-MA), Fernando Bezerra (PSB-PE), Fernando Collor (PTB-AL), Gladson Cameli (PP-AC), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Humberto Costa (PT-PE), Lindbergh Farias (PT-RJ), Romero Jucá (PMDB-RR) e Valdir Raupp (PMDB-RO).

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