Numa tentativa clara de buscar alternativas, que possam impedir o desenrolar do processo que pode levar a seu afastamento, Dilma Rousseff procura agora apoio político junto a antigos aliados. Dentre um dos mais famosos, está o ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes. Conhecido por seu estilo agressivo e acostumado a embates de baixo nível político, o recém filiado ao PDT entrou na briga, soltando farpas e atacando diretamente o vice presidente, a quem chamou de capitão do golpe.

O jantar que provocou a ira do PMDB

No ultimo dia 10, Dilma jantou com Ciro Gomes e o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (do PMDB) e o ministro Ricardo Berzoini, que ocupa a Secretaria do Governo, em pleno Palácio do Planalto. Os peemedebistas tomaram o episódio como uma provocação Política, principalmente depois que o governo tenta recolocar seu indicado, o deputado Leonardo Picciani (PMDB), na liderança política a favor de Dilma.

Neste jantar, Ciro passou a atacar mais uma vez Michel Temer, acusando-o de ser cúmplice de Eduardo Cunha na conspiração contra DilmaRousseff. O ex-ministro fez questão de frisar o cinismo de Temer, ao tramar contra a presidente dentro do próprio Palácio do Planalto e classificou de patética a atitude do mesmo, em enviar a carta tão comentada pela imprensa brasileira.

Para muitos parlamentares peemedebistas, tal atitude de Dilma soou como provocação de uma guerra entre o PMDB e o Palácio do Planalto.

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Lula Política

No meio político, o ex-ministro de Dilma não goza de tão boa reputação, sendo considerado um político que caiu no descrédito, sobressaindo-se apenas no seu estilo agressivo, provocativo e que beira a insanidade. Ciro conseguiu colecionar inimigos políticos ao longo do tempo, sendo que nos últimos tempos o PMDB têm sido o seu maior desafeto.

A atitude de Dilma, em buscar ajuda de Ciro, poderá ser considerada o capítulo final na sua derrota política.

Ela parece apostar no seu estilo destemperado para reverter um situação que pode piorar com a entrada do ex-ministro. Tanto na Câmara, quanto no Senado, os parlamentares estão esvaziando as suas posições de apoio à presidente.

Ao saber que Dilma havia convidado Ciro Gomes para o jantar, o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) não escondeu a sua fúria e decepção. O senador é o líder do próprio governo no senado e inimigo político número um de Ciro Gomes.

O senador, que até então havia trabalhado a favor de Dilma, principalmente na tentativa de reconduzir o deputado peemedebista Leonardo Picciani, para o cargo de líder do governo, não escondeu a sua decepção. Ele queixou-se de ser desprestigiado por Dilma, em detrimento de seu maior rival.

A revolta dos parlamentares, leais a Temer, é tal que Dilma não descarta a hipótese de colocar Ciro Gomes dentro da articulação política, com o Senado, para barrar o impeachment e isolar Temer e o PMDB.

Em resposta ao gesto de Dilma, o PMDB já se articula para que haja uma antecipação da convenção do partido. A data, previamente agendada, para março de 2016, deverá ser alterada, de acordo com a direção do partido. Basta apenas que Temer possa sinalizar em favor da ideia, para que a convenção seja convocada. Os parlamentares querem apressar o rompimento oficial com o governo durante a realização da mesma.

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