O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), afirmou, nesta terça-feira, dia 5, em entrevista ao Broadcast de política da Agência Estado, que deixará o partido, caso a cúpula deste decida pelo nome do ex-ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, para concorrer na disputa presidencial em 2018.

A queixa principal do senador é que não haverá uma prévia com todas as lideranças do partido, para que possam decidir pelo nome de Ciro para concorrer à sucessão de Dilma na presidência.

A trajetória do senador do PDT

Cristovam Buarque, senador eleito pelo PDT do Distrito Federal, já exerceu a função de Ministro da Educação, no Governo Lula, pelo partido dos trabalhadores e atualmente exerce seu mandato de senador pelo partido de Brizola, o PDT.

As críticas contra o atual presidente do seu partido

A sua conduta política tem sido pautada pela coerência, fato este que tem acarretado queixas contra o atual presidente do PDT e ex-ministro do Trabalho do governo Dilma, Carlos Lupi.

Cristovam o acusa de pressioná-lo para atacar Lula durante a sua campanha para senador. Buarque rejeitou tal orientação, afirmando que o pouco tempo que tinha na propaganda eleitoral, seria destinado a apresentar propostas e não atacar a ninguém.

Além disto, após a reeleição de Lula, o próprio Carlos Lupi aceitou um cargo no governo para beneficiar o partido. Outro detalhe é que, diante do quadro de impeachment contra Dilma, a orientação da cúpula do PDT é votar contra. A postura incisiva de punir quem votar contra gerou a queixa do senador contra Carlos Lupi, que não foi poupado como alvo de suas críticas.

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Governo PT

O PDT está perdendo a sua identidade

Na opinião do senador, a conduta de Carlos Lupi está levando o partido de Brizola a perder sua identidade. O PDT transformou-se, ao longo deste últimos tempos, em uma extensão do PT. O partido, que antes possuía a capacidade de propor medidas alternativas sólidas para o país, está se dissolvendo e perdendo força perante outros partidos, como o PSDB, que se sobressai único como contraponto ao governo.

Ciro Gomes, a atual 'vedete' do PDT

Para o senador, a ida de Ciro Gomes para o partido funcionou mais como uma estratégia de sua cúpula para atrair novos políticos e assim aumentar a sua participação na Câmara dos Deputados. Ciro, dono de um estilo agressivo de fazer política, é capaz de arregimentar forças para fortalecer o PDT.

A queixa de Buarque é que neste jogo de poder, a cúpula de seu partido tem atropelado as convenções que devem ser seguidas na escolha de candidatos a disputar algum cargo pela legenda. O presidente tem preferido o nome de Ciro, sem submetê-lo a uma consulta interna e anunciando seu nome de maneira impositiva.

O destino político do senador

Perguntado sobre o seu destino político, caso formalize a sua saída do PDT, Cristovam não sabe precisar. Há a possibilidade de que ele migre para o partido do seu velho conhecido Roberto Freire, O PPS. Está nos seus planos concorrer à vaga no Palácio do Planalto em 2018.

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