Michel Temer era candidato apenas à vice-presidência do Brasil nas últimas eleições e mesmo assim ele criou uma empresa exclusiva para o recebimento de doações que seriam utilizadas na campanha de outros candidatos. E foi uma emenda de Eduardo Cunha que ajudou Temer nesta "arrecadação".

Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi o autor de uma emenda parlamentar que foi inserida por ele mesmo na "Lei dos Portos" e isto favoreceu um doador nesta campanha criada por Temer.

É que este doador, graças à emenda de Cunha, passou a contar com vantagem até então nunca vista, para administrar sozinho uma importante área do Porto de Santos, localizado em São Paulo.

O doador que contou com esta "ajudinha" foi o Grupo Libra que é na verdade um conglomerado de logística e tinha uma milionária dívida com o Governo brasileiro.

Por causa da emenda de Cunha este Grupo contou então com uma brecha que passou a existir e mesmo tendo esta dívida milionária com a união, a empresa conseguiu renovar vários contratos referentes à concessão de terminais portuários.

Não há dúvida alguma de que esta emenda foi criada exclusivamente para beneficiar este Grupo, já que não serviu para mais nada.

Michel Temer contou ainda com a ajuda de outro grande aliado, Edinho Araújo que é deputado pelo PMDB-SP. Durante seus últimos dias à frente da SEP - Secretaria Especial de Portos, Edinho ajudou bastante o vice-presidente.

E a retirada de Edinho da SEP foi um dos motivos que levou Temer a romper com Dilma Rousseff e enviar a ela aquela carta que causou grande polêmica..

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O dinheiro que Temer arrecadou com as "doações eleitorais", mesmos sendo candidato a vice, ele foi repassando a deputados estaduais e também federais.

A empresa criada pelo vice-presidente chegou a arrecadar R$ 1 milhão do Grupo Libra, que foi o beneficiado direto com a emenda de Cunha. E o Grupo Libra comanda uma área de mais de 100 mil m² no Porto de Santos e isto já acontece há mais de 2 décadas.

O ano de 2016 já começa com uma grande polêmica envolvendo Eduardo Cunha e também Michel Temer, o que de certa forma poderá beneficiar Dilma Rousseff que já não vê a hora de ter estes dois fora de seu caminho.