O senador da República, Tasso Jereissati (PSDB-CE), um dos vice-presidentes da Executiva Nacional do partido e por duas vezes presidente da legenda, foi destaque por uma longa entrevista ao Jornal O POVO, do Ceará, na última segunda-feira (18). O tucano abordou diversas situações do cenário atual, inclusive a possibilidade de impeachment da presidente Dilma, o qual chamou de “improvável”.

O ex-governador do Ceará acredita que se o Congresso não tivesse entrado em recesso e a votação fosse agora em janeiro a chance de impeachment seria rechaçada. “Não existe maioria parlamentar para derrubá-la”, afirmou o senador tucano.

Sobre a possível cassação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Tasso também afirmou não ser uma saída provável, tampouco a renúncia da presidente, e questionou: "O governo vai ter apoio do partido e da base esse ano?".

Jereissati deixou claro que ninguém pode prever absolutamente nada com segurança no cenário político de Brasília devido ao desentendimento do PT e PMDB. Ele ainda disse que o pior problema do Governo Dilma em 2015 no Congresso não foram os parlamentares de oposição e sim sua base aliada. Segundo afirmou, a oposição não representa 20% do Senado, não tem voto para derrubar nem aprovar nada, quem faz tudo isso é a base do Governo, e citou a pressão feita pelos parlamentares petistas sobre Levy, causando até a saída do ministro.

Candidatura do PSDB

Com a possível deterioração do governo Dilma, o PSDB precisa começar a se movimentar se deseja assumir a liderança do Brasil mais uma vez, porém, a desorganização e falta de alinhamento dos grandes estandartes da legenda estão causando dor de cabeça para os tucanos.

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Tasso vê nessa linha de diversos nomes possíveis para candidatos a presidência o diferencial do PSDB. Segundo ele, o problema está nas mãos de PT e PMDB, que hoje não teriam nenhum candidato. Em meio a disputas internas de Aécio, Alckmin e Serra, Jereissati preferiu não apontar nenhum nome, se resguardando apenas ao declarar que “o candidato natural vai ser aquele que estiver em melhor condição na época da eleição”.