Joaquim Levy, que ocupou o Ministério da Fazenda em 2015, irá ocupar a posição de diretor de finanças no Banco Mundial este ano. No Banco Mundial, Levy terá a função de CFO (Chief Financial Officer) e controlará o dinheiro, finanças, o planejamento do setor corporativo e gerenciará os riscos e tudo que envolve a área financeira.

Em 2006, já havia trabalhado no tesouro nacional como chefe e na BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), como vice-presidente do setor financeiro e administrativo, atuando por oito meses. Ele foi chamado para exercer a nova função pelo próprio Banco Mundial, sem interferência do Governo brasileiro.

UM BREVE HISTÓRICO DE LEVY NO MINISTÉRIO DA FAZENDA EM 2015

Levy ficou no comando do Ministério da Fazenda por 11 meses. A presidente Dilma o colocou no cargo para que  conseguisse equilibrar a economia brasileira através da política do ajuste fiscal.

A falta de consenso entre a presidente e Levy, levou Dilma a trocar de ministro, pois ela havia estabelecido que fosse 0,5% a meta do superávit de 2016, mas o ex-ministro discordou, querendo que o percentual fosse 0,7% sobre o PIB. Levy acreditava que com esse índice poderia se estabelecer a confiança e equilíbrio para que o país voltasse a crescer.

Joaquim Levy foi muito criticado pelo PT, por Lula (que dizia que o ajuste fiscal deveria acabar) e pelos empresários, devido aos aumentos de impostos que ele estabeleceu. Todos os fatores acabaram contribuindo para a sua saída do governo e ele pretendia fazer com que a CPMF voltasse, o que acarretaria para a população mais aumentos de tributos.

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Na sua atuação como Ministro da Fazenda ocorreu a volta da recessão e os aumentos da luz, transporte, alimentos, gasolina, voltaram a assombrar o país.

OS SEUS PASSOS

Relembrando um pouco da sua trajetória como economista e bem-sucedido na área, em 2007 foi chamado por Sérgio Cabral (governador do R.J.) a tomar posse da Secretaria da Fazenda do Rio de Janeiro.

Trabalhou na Asset Management como diretor da área de investimentos (Banco Bradesco). Mas Levy será lembrado pelos brasileiros como o ministro que levou o Brasil para a pior recessão já vivida e que jogou o país em uma crise profunda.