O momento é de conflitos e decisões nas escolhas de quais serão os novos líderes do PMDB em todos os estados brasileiros. Dentro do mesmo partido, estamos todos presenciando uma grande concorrência e muita falta de harmonia. De um lado, Renan Calheiros, presidente do Senado, buscando forças em todos os seus aliados na tentativa de derrubar Michel Temer, que é o líder nacional do partido desde 2005. Do outro, #Eduardo Cunha, presidente da Câmara, tentando tirar o atual líder, Leonardo Picciani, com um candidato ainda anônimo para concorrer ao cargo de liderança do partido no Estado do Rio de Janeiro.

Renan Calheiros procurou e conseguiu o apoio de dirigentes de vários estados brasileiros, como, por exemplo, Rio de Janeiro, Piauí, Ceará, Paraná, Pará e Amazonas.

Calheiros conseguiu também o forte apoio da presidente da República, #Dilma Rousseff. O vice-presidente Michel Temer também está buscando por aliados e tem o apoio de personagens importantes dentro do partido no RJ, como Luiz Fernando Pezão (atual governador do Rio de Janeiro), Moreira Franco (ex-ministro), Sergio Cabral (ex-governador), e Eduardo Paes (prefeito da capital carioca). Mas ainda assim corre o risco de perder o seu posto no partido.

O Senado propôs apoiar a reeleição de Temer na condição de que ele abrisse mão do comando do partido assim que sua vitória fosse  anunciada, passando o cargo para o vice Romero Jucá (RR), porém, Michel Temer não concorda e sugere outro acordo, com o objetivo de ser reconduzido e licenciado. Enquanto isso, o senador comandaria em seu lugar de forma provisória.

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Porém não houve nenhum tipo de acordo entre as partes.

Enquanto isso, no Rio de Janeiro, na tentativa de prejudicar a reeleição de Leonardo Picciani, atual líder do PMDB do Estado desde fevereiro do ano passado — quando venceu com diferença de um ponto a mais contra Lúcio Vieira Lima —, Eduardo Cunha deseja colocar um novo candidato para concorrer à liderança do partido contra Picciani e mais dois mineiros: Newton Cardoso e Leonardo Quintão, que também querem se eleger. A identidade do candidato de Cunha ainda não foi revelada e deve continuar assim até o fim do prazo de candidatura, que termina no próximo dia 25. O misterioso candidato deverá ser um dos deputados do partido e não pertencerá à bancada nem de Minas Gerais nem do Rio de Janeiro.

Os aliados de Picciani não acreditam que Cunha consiga o que planeja, segundo eles, não há pessoas ali dentro “verdadeiramente governistas” ao ponto de agir contra o líder do partido e isso não terá futuro, pois será descoberto pelo planalto. Cunha diz que não pretende apoiar nenhum dos candidatos concorrentes à liderança da Câmara ou da presidência nacional publicamente, pois chegou à conclusão de que o mais correto a ser feito no momento é manter-se afastado dos holofotes para não influenciar, de forma negativa ou positiva, as candidaturas de quem ele apoia, principalmente por estar sendo fortemente investigado na “Operação Lava-Jato”, da Polícia Federal (PF).

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