O PMDB, como um dos principais partidos de sustentação do Governo Dilma, segue agora em uma disputa interna acirrada. Apesar de negar publicamente que exista agum tipo de rivalidade, o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) surge como pivô de um verdadeiro racha interno do partido. Motivo: o senador cearense quer ser presidente do Senado em 2017.

Para isto, o parlamentar decidiu apoiar o vice-presidente Michel Temer na sua recondução ao posto de presidente do partido.

No velho esquema político do toma lá, dá cá, Eunício espera o apoio do partido e já vem costurando alianças e entendimentos entre os diversos partidos, apesar das críticas sofridas pelos próprios correligionários peemedebistas.

A divisão interna do PMDB que o senador insiste em negar

Nos meios internos do PMDB existe um racha que está dividindo o partido ao meio. Um grupo apoia o senador Renan Calheiros.

O outro, continua fiel ao vice Michel Temer. Eunício Oliveira possui uma maior proximidade com o primeiro grupo, entretanto, nos últimos dias, tem declarado que apoiaria Temer na sua reeleição para o comando do partido.

O conflito de interesses começou entre o grupo que apoia Temer

Eunício foi alvo de severas críticas por parte do ex-ministro Geddel Vieira Lima, que faz parte do grupo de Temer. Este frisou que o senador cearense apresenta-se, no contexto atual, como político de grande destaque dentro do partido.

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Ele acusa Eunício de famoso blefador dentro da sigla e de sua tendência em querer ocupar vários cargos de destaque, como tesoureiro do PMDB, presidente do Senado, governador do Ceará e completou, em tom irônico, que o senador poderia ocupar a presidência do partido, se quisesse.

Eunício rebate os comentários e diz que nunca quis ser presidente do PMDB e que a sua candidatura para a presidência do Senado e, consequentemente, do Congresso deverá ocorrer de forma tranquila.

De acordo com o mesmo, já existe uma unidade dentro do partido para que isto aconteça, sem a necessidade de conflitos ou rachas. Mais uma vez, Eunício tenta reverter a impressão de divisão interna dentro do grupo peemedebista que ocupa Câmara e Senado. Prosseguindo na sua tese de unidade partidária, o político afirmou que existe um entendimento entre vários partidos, para que a presidência do Senado possa ser ocupada por ele.

São eles: PSDB, PT, DEM, PP, PSB e PDT.

O senador tentou desmontar a informação divulgada pela revista Época, de que existe uma negociação com o grupo que apoia Temer, para que ele possa trocar o cargo de tesoureiro do PMDB pelo apoio à candidatura para a presidência do Senado. Para a eleição do cargo, que ocorre em fevereiro do ano que vem e cuja indicação será no final deste ano, Eunício tenta desvincular o cargo de senador do próprio partido, alegando que quem escolhe o seu presidente são os próprios senadores que fazem parte da Casa.

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