O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) declarou nesta quarta-feira, dia 03, que não vai se afastar da presidência da Casa Legislativa, caso venha a ser considerado réu e tenha que ser investigado pela operação Lava Jato. O processo está em fase de tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF).

O processo contra o deputado deverá ser analisado pelo STF, a partir de denúncias de envolvimento de Cunha em irregularidades que são objeto de investigação pelo poder Judiciário.

Publicidade
Publicidade

A análise das denúncias deverá ser feita antes que seja pedido o afastamento do político de seu cargo de liderança da Câmara.  A Procuradoria Geral da República (PGR) foi a responsável por encaminhar o conteúdo contra Cunha para o STF.

Eduardo Cunha tenta se defender ao atacar, de modo generalizado, os demais parlamentares. De acordo com o deputado, vários dos seus colegas correligionários também são réus em outros processos e continuam a exercer as suas atividades políticas normalmente. 

Ele ainda tenta amenizar a própria situação ao afirmar que já ocupou a condição de réu, quando era líder de seu partido, o PMDB e que foi absolvido por unanimidade.

Publicidade

Cunha faz questão de mostrar segurança, ao se apoiar no fato de que tem fortes argumentos que vão garantir a sua defesa.   

Respondendo às acusações de manobras políticas

Quando questionado sobre as acusações de que estaria manobrando para dificultar o seu julgamento pelo Conselho de Ética e que isto poderia resultar na cassação de seu mandato, Cunha rebateu e negou tal fato, afirmando que o presidente do mesmo age em desacordo com o regimento interno.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Lava Jato Política

Na opinião do parlamentar, isto acabaria por prejudicá-lo.

Cunha afirmou que vai manter suspensa a instalação das comissões que irão trabalhar para a análise e julgamento do processo de impeachment da presidente Dilma. Ele vai aguardar o pronunciamento do STF a respeito do recurso impetrado por ele mesmo acerca do rito do processo.

O presidente da Câmara declarou ainda que, depois do carnaval, irá instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que irá investigar as atividades classificadas como ilegais e que foram praticadas pela Carf (Conselho de Administração de Recursos Fiscais), que é ligado ao ministério da Fazenda.

Tal tipo de providência irá de encontro aos interesses do governo de Dilma Rousseff.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo