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Foi tomada nessa segunda-feira (15) a decisão de que as denúncias contra Eduardo Cunha (PMDB-RJ) não serão mais sigilosas. Decisão essa tomada pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavasck, na qual a denúncia feita pela Procuradoria Geral da República contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de que o mesmo teria sido beneficiado com US$ 5 milhões que teriam sido desviados da Petrobras, poderá agora ser divulgada juntamente com outras acusações.

Eduardo Cunha e sua família é investigado em outra ação na qual é acusado de receber gratificações em contratos feitos pela Petrobras na África e que abasteceram suas contas no exterior e ainda corre o risco de perder a presidência da Câmara dos Deputados através de pedido feito por parlamentares.

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Na denúncia feita pela Procuradoria Geral da República, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha é investigado pelos crimes de lavagem de dinheiro e Corrupção.

É esperado que até março o Supremo Tribunal Federal (STF) já tenha analisado esse processo. Eduardo Cunha já manifestou sua defesa e negou toda e qualquer relação com essas armações e pediu para que o inquérito seja suspenso até sua saída da presidência da Câmara.

Desde outubro de 2015 o processo vinha sendo mantido em sigilo, quando na época Rodrigo Janot, procurador-geral da República, expôs um esclarecimento na denúncia feita através de trechos da delação premiada do lobista, que é tido como operador do PMDB nos extravios da Petrobras, Fernando Soares.

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Foi informado aos investigadores por Baiano, Fernando Soares, que Cunha teria recebido cerca de R$ 5 milhões em dinheiro que foi entregue no seu escritório que se localiza na avenida Nilo Peçanha no centro do Rio de Janeiro, como também R$ 300 mil em créditos para voos em jato particular.

O lobista afirmou que o dinheiro teria sido desviado de verbas de contratos para a fabricação de navios-sonda para a estatal. Agora os ministros se reunirão e se caso a avaliação dos mesmos forem aceitas, o presidente da Câmara passará a ser réu e responderá a ação penal.