Após muito atraso, líderes do governo se reuniram nesta terça-feira, em Brasília, para tratar do projeto de redução salarial da presidente Dilma Rousseff, do vice Michel Temer (PMDB-SP), e de 31 ministros. O ministro Ricardo Berzoini comandou a reunião, que culminou com a assinatura de uma ordem de urgência constitucional, cujo caráter aborda uma profunda alteração em questões administrativas. O enfoque é cortar gastos e melhorar a popularidade da base aliada, que sofre para manter as contas em dia.

O Projeto de Decreto Legislativo (PDCO) de número 295/15 vinha sendo protelado há mais de quatro meses, conforme noticiou o jornal O Estado de São Paulo. Entre a medida mais radical, a presidente se compromete em reduzir seu salário em 10%. Por enquanto, Dilma, Temer, e os 31 ministros seguem com vencimentos de R$ 30.934,70 por mês. O projeto também prevê a redução de 3 mil cargos comissionados - até o momento somente 528 vagas foram cortadas.Enxugar a folha de pagamento do executivo foi uma das promessas mais exaltadas por Dilma em sua campanha eleitoral, quando conseguiu se reeleger.

Planejamento

O Ministério do Planejamento divulgou uma nota desmentindo que a culpa pela reforma nos cortes orçamentários seria do excesso deburocracia. Para esta semana, mais 140 vagas comissionadas deixarão de existir, para que o processo siga de forma gradativa. "A afirmação: 'Planejamento culpa a burocracia pelo atraso', não condiz com a verdade. Esse não é e nunca foi um posicionamento do Ministério do Planejamento", afirmou a assessoria da pasta.

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Política

"Tampouco foi mencionada qualquer dificuldade burocrática ou empecilho para a apreciação pelo Congresso Nacional".

Já a Secretaria do Governo eximiu o legislativo de qualquer responsabilidade por conta do atraso na votação, justificando a demora devido aos trâmites normais de um projeto deste porte. Desta forma, a presidente estaria mantendo sua palavra, mas mesmo assim enfrentando dificuldades para que o projeto não saia de pauta e se transforme em uma arma para partidos de oposição.

Com o pedido de urgência constitucional e o parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o projeto segue para o Plenário, antes de ser avaliado peloSenado Federal.

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