O presidente da Bolívia, Evo Morales, fez um apelo, neste sábado, dia 19, ao presidente do Uruguai, Tabaré Vasquéz, cujo país exerce a presidência temporária da Unasul (União de Nações Sul Americanas), para que seja convocada uma reunião em caráter de urgência, a fim de que sejam tomadas medidas imediatas para proteger o Governo de Dilma e  seu antecessor, Lula.

Morales, num ato público em seu país, saiu em ampla defesa de Dilma e do ex-presidente Lula, a quem chamou de companheiro. " Alguns presidentes da América do Sul deveriam fazer uma reunião de emergência da Unasul no Brasil para defender a democracia naquele país, para defender Dilma, para defender a paz, para defender o companheiro Lula e todos os trabalhadores", discursou calorosamente Morales.

Em seu discurso, o presidente da Bolívia não conteve a sua ansiedade para que a convocação fosse feita o mais rápido possível.  O líder boliviano manifestou seu sentimento de solidariedade ao governo brasileiro. Ele afirmou que o grande desejo da Bolívia e de todos os países que apoiam Dilma é de evitar que um golpe de Estado, que poderia estar sendo planejado, venha a ser dado contra o governo atual. 

Morales se volta contra os partido brasileiros

O presidente boliviano, em seu discurso, dirigiu-se de maneira dura aos partidos de oposição que querem destituir Dilma. Ele os acusou de tentarem um golpe contra a democracia no Brasil. Além disto, buscam impedir que o ex-presidente Lula possa regressar ao governo e que venha a concorrer, mais uma vez, ao cargo de presidente da República.

Além das declarações feitas pela Bolívia, outros países sul americanos manifestaram apoio ao governo brasileiro.

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Foram eles, o Equador, a  Venezuela e o Uruguai. O secretário geral da Unasul, Ernesto Samper, da Colômbia, acusou diretamente a imprensa brasileira de tentar promover uma espécie de " linchamento político" do ex-presidente Lula, por intermédio dos meios de comunicação em massa.

Aproveitando a ocasião, Evo Morales  atacou mais uma vez os Estados Unidos. Ele se disse preocupado com a situação da Venezuela. Segundo a declaração do presidente, o país americano prepara uma espécie de " golpe ou intervenção militar". 

Morales afirmou que o momento é propício para a formação de guerrilhas por parte dos trabalhadores e muitos confrontos armados poderão acontecer. Na sua opinião, quem mais perderia com esta situação seria o próprio povo.