A Operação Lava Jato, da Polícia Federal, agora tem mais um novo réu para ser investigado, Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados em Brasília. Isso porque a maioria dos Ministros do STF votaram a favor de uma investigação acerca da participação do deputado no caso da ‘propinolândia’. De acordo com a decisão dos magistrados, a partir de agora serão feitas investigações mais profundas acerca da provável aceitação de Cunha no recebimento de cerca de 15 milhões de dólares sujos junto ao lobista Carlos Camargo e outros.

A movimentação desse montante financeiro teria se dado através da contratação do navio-sonda, chamado Petrobras 10000 e o estaleiro Samsung Heavy Industrie. Além dos dois, a investigação do STF ainda conta que também outras pessoas estariam envolvidas nesse trâmite, como é o caso de Fernando Baiano, que era um operador, e também o ex-diretor de Área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró que teria dado total apoio a essa transação fraudulenta, além de alguns outros envolvidos.

O Ministério Público disse que possivelmente o envolvimento de Eduardo Cunha na transação fraudulenta poderia ter acontecido entre os anos de 2007 e 2012, é o que mostrariam possíveis evidências. Já o relator que contou como teria acontecido todo o procedimento, ele disse que a participação do presidente da Câmara dos Deputados nessa transação suja não teria acontecido por todos os episódios. Segundo ele, o lobista Fernando Baiano havia dito, em delação premiada, que não conhecia o deputado antes do ano de 2009.

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Ao confessar isso, Fernando teria fragilizado a questão de que Cunha poderia ter recebido dinheiro sujo dessa transação desde 2006, quando houveram as assinaturas de contrato envolvendo os navios-sonda. Teori Zavascki comentou que de fato existem muitas evidências que podem provar a participação do ex-diretor Nestor Cerveró na questão do recebimento de dinheiro sujo vindo através do processo de afretamento dos navios Petrobras 10000 e Vitoria 10000, no entanto, é muito difícil de afirmar que Eduardo Cunha possa estar envolvido nisso nos anos de 2006 e 2007.

Segundo o relator, a ‘colheita’ de elementos nesse caso consegue comportar a possível participação e envolvimento no crime de corrupção passiva por parte de Eduardo Cunha, mas que sua participação nesses anos precisa ser realmente mais pesquisada.

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