A empreiteira Andrade Gutierrez, segundo apuração do jornal Folha de São Paulo, pagou despesas para bancar a campanha da então candidata antes de Dilma Rousseff ser eleita pela primeira vez, em 2010. Os executivos arrolados no processo afirmam que houve pagamento para fornecedores, executados através de forma de ilícita, com a prática contratos fictícios. O momento da presidente é delicado, com caciques do partido a criticando constantemente.

A operação Lava Jato, que apura os escândalos de corrupção na Petrobras e no Governo, teve acesso aos fatos por conta dos depoimentos dos executivos da construtora. Por meio de deleção premiada, o Ministério Público Federal descobriu que a agência de publicidade Pepper, uma das responsáveis por ajudar a eleger Dilma e dar continuidade à gestão do Partido dos Trabalhadores, após Luiz Inácio Lula da Silva deixar o cargo, participou da "triangulação".

Já se era conhecido que a empreiteira fez três doações ao PT naquele ano, com valores que extrapolam a casa dos R$ 5,1 milhões. Os responsáveis pela campanha, entretanto, declararam que tal conta é maior, com R$ 6,4 milhões recebidos, somente através da Pepper. O Trbunal Superior Eleitoral esclarece que este tipo de movimentação financeira estabelece caixa 2, ou seja, houve desvio ou ocultação de verbas para a realização da campanha. Com os executivos colaborando nas investigações, certamente novas ações criminais serão analisadas pelo Ministério Público. Entretanto, como a manobra remete ao ano de 2010, o mandato de Dilma não corre risco neste caso, mesmo com a reeleição em 2014.

Os funcionários da Andrade Gutierrez ainda foram mais longe, quando apontaram o desvio de verba para obras realizadas na usina nuclear de Angra 3, na hidrelétrica de Belo Monte, em três estádios construídos ou reformados para a Copa do Mundo - Arena Amazonas, Maracanã e o Mané Garrincha), além de irregularidades dentro da própria Petrobras, principal alvo de investigação da Lava Jato

Os executivos da Andrade Gutierrez asseguram que a propina, destinada ao PT e ao PMDB, da base aliada, eram feitas com doações declaradas legalmente, porém com irregularidades realizadas na participação de obras públicas.

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A segunda maior empreita do País fez um acordo com o Ministério Público Federal para colaborar com as investigações, Desta forma, a empresa pagará cerca de R$ 1 bilhão, além de diminuir a pena ou absolver alguns dos executivos e funcionários da Andrade Gutierrez.