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Uma reviravolta aconteceu na Política brasileira graças ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em relatório divulgado na noite desta terça-feira (22), o ministro do STF Teori Zavascki determina que, a partir de agora, as investigações relacionadas ao presidente Lula sejam transferidas para o STF.

Outra determinação que o STF decidiu sobre o juiz Sérgio Moro é que ele deverá apresentar sua justificava sobre o vazamento de escutas telefônica envolvendo a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Moro divulgou escutas telefônicas diretamente para a GloboNews, onde os áudios foram gravados no mesmo dia. O STF quer saber quais os motivos que levaram o juiz a divulgar o áudio e o porquê uma investigação secreta, torna-se pública a partir da divulgação do áudio.

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Outro ponto apontado por Zavascki é que parte das escutas telefônicas não possuem vínculo com o objeto de divulgação. O ex-presidente Lula e a presidenta Dilma Rousseff foram expostos pelo juiz, através de uma ligação sobre a posse de Lula como ministro-chefe da Casa Civil.

Após a divulgação, milhares de manifestantes tomaram as ruas e a Rede Globo realizou uma cobertura prolongada, alterando inclusive sua programação normal. Foram horas de cobertura de manifestantes indignados com o teor das escutas telefônicas. 

Nenhuma fala incriminava Lula ou Dilma Rousseff. Após o posicionamento do STF, fica claro que as intenções da divulgação das escutas telefônicas devem ser apuradas. O juiz Sérgio Moro tem até dez dias para apresentar sua justificativa sobre o vazamento de conversas da presidenta do Brasil.

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Lula não ganha foro privilegiado

Apesar da decisão, Lula não ganha agora foro privilegiado, mas não poderá ser julgado pelo juiz Sérgio Moro. A conduta do juiz foi questionada por diversas instituições e magistrados em todo o Brasil.

O combate a corrupção ganha força no mesmo dia com a condenação de Pauderley do Democratas do Amazonas. O deputado federal é líder do partido na Câmara e foi acusado de superfaturamento de contratos em Manaus enquanto era secretário de educação da prefeitura da capital amazonense.