Um assunto que virou grande polêmica na Itália, envolve a mulher do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; a ex-primeira-dama Marisa Letícia que poderá votar nas próximas Eleições daquele país, de acordo com o jornal italiano "Corriere della Sera", em informação divulgada nesta quarta-feira dia 24 de março. O assunto veio à tona, a partir de uma pessoa muito próxima do ex-presidente Lula, Massimo D'Alema, membro da aliança esquerdista do partido DS (Democráticos da Esquerda), ex-premiê e amigo de Lula.

Marisa Letícia, é cidadã italiana e conseguiu a dupla-cidadania no país, obtendo assim, o direito de votar. A discussão surgiu pelo fato de que os estrangeiros que já vivem há vários anos na Itália, e mesmo assim não possuem esse direito, D'Alema acredita que isso seja um desrespeito e considera abusiva a facilidade de se conceder passaportes para os descendentes italianos.

Cidadania italiana

"A mulher de Lula vota, a babá de meus filhos não", este foi o título do artigo publicado em um jornal italiano.

Massimo D'Alema usou como exemplo a mulher de Lula, pois ela mesma contou para o ex-premiê quando ele estava em viagem ao Brasil que havia recebido o certificado eleitoral.  O ex-premiê esquerdista considera um absurdo o fato de que a babá de seus filhos, imigrante que paga regularmente seus impostos, trabalha e vive legalmente na Itália, não usufruir do direito de simplesmente votar. Isso motivou D'Alema a abrir o debate perante à sociedade civil.

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Já a esposa do ex-presidente brasileiro conseguiu a cidadania italiana, porém, pelo fato de seus bisavós imigrarem da Itália para o Brasil, na década de 1900, sendo algo suficiente para conseguir o benefício da cidadania, conforme lei aprovada em 1992. 

Eleições e os "oriundi"

Com a publicação de seus argumentos no jornal "Corriere della Sera", D'Alema implementou uma série de críticas em relação à política italiana, tendo em vista, o apoio integral aos imigrantes que trabalham e moram legalmente no país, em prol  de que obtenham o direito ao voto, repudiando a  facilidade para concessão da cidadania aos estrangeiros,  inclusive com o uso do termo "fábrica de passaportes". Segundo dados do Ministério para os Italianos no Mundo, 3 milhões de conterrâneos que moram no exterior, têm direito ao voto, parcela determinante para a próxima eleição em que será eleito um novo primeiro-ministro além da troca do parlamento, ocasionando uma verdadeira disputa  dos partidos italianos por esses votos.

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