O Vice-Presidente da República e Presidente nacional do PMDB, Michel Temer, reuniu-se na última segunda-feira (28) com o senador e Presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PDMB-AL), a fim de tratar sobre a próxima reunião do Diretório Nacional do partido, que acontecerá na próxima terça-feira (29) e abordará sobre a possível ruptura com o Governo.

Para que a ação ganhe mais apoio dentro da legenda, Temer tem buscado suporte entre os ministros peemedebistas, como fez recentemente ao se reunir com o Ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga (PMDB-AM).

A rápida movimentação de Michel Temer para garantir que não haja qualquer tipo de obstáculo que impeça o rompimento chamou à atenção do ex-presidente Lula, que se encontrará com o Vice-Presidente pela segunda vez para restaurar a relação entre os partidos – Lula e Temer já haviam se encontrado no último domingo (27) em São Paulo para tratar o mesmo tema.

No entanto, Temer está irredutível quanto a sua decisão final.

Segundo a assessoria do Vice-Presidente, as ações do governo tornaram “irreversível” o processo de ruptura. Apesar disso, Dilma Rousseff, assim como Lula, tem procurado aproximar-se da legenda para uma tentativa de reestruturação da comunicação e fortalecimento da base aliada.

Ex-Ministro do Turismo

Por meio de uma carta endereçada à Dilma, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) entregou o seu cargo de Ministro do Turismo na última segunda-feira (28), afirmando a necessidade de apoiar o PMDB em um momento crítico no âmbito político: “Independentemente de nossas intenções, o momento nacional coloca agora o PMDB, o meu partido há 46 anos, diante do desafio maior de escolher o seu caminho, sob a presidência do meu companheiro de tantas lutas, Michel Temer”.

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Governo Michel Temer

Em certo momento, o ex-Ministro do Turismo confirmou que a relação entre o PMDB e o Planalto já se encontra insustentável, ao ponto de que qualquer tentativa de reatamento seria em vão: “Todos – o Governo que assumi e o PMDB que sou – sabem que sempre prezei o diálogo permanente. Diálogo que – lamento admitir – se exauriu”. Com a saída de Henrique Eduardo Alves, o rompimento peemedebista toma proporções cada vez mais reais – o que pode significar o enfraquecimento do governo.

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