Aliado da presidente Dilma Rousseff, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), foi diagnosticado com um câncer do tipo linfoma ósseo (não-Hodgkin), e anunciou que ficará afastado do cargo por pelo menos trinta dias para iniciar o Tratamento de quimioterapia. Apesar da licença já ter início neste feriado de Páscoa, os médicos do político não deram um prazo exato para que o governante da metrópole retome suas atividades, devido à gravidade da doença.

O médico de Luiz Fernando Pezão espera que seu paciente tenha condições de estar na presença de seus familiares já na próxima semana, para que receba cuidados específicos em casa.

O político do PMDB completa 61 anos de idade na próxima terça-feira, logo após as festividades. "É o aniversário do governador e seria um grande presente“, comentou o médico do governador, Cláudio Domênico, em breve pronunciamento à imprensa.

Porém, apesar de os procedimentos terem início já neste fim de semana, o tratamento será longo. A equipe médica responsável por acompanhar o governador adiantou que Pezão terá de passar por até oito sessões de quimioterapia, preservando o intervalo padrão de 21 dias entre cada uma, por conta dos efeitos colaterais do tratamento. Em seu lugar, o vice-governador Francisco Dornelles, do PP, assumirá a missão de conduzir o Rio de Janeiro em um momento de tensão política, exatamente no ano em que a Cidade Maravilhosa receberá os Jogos Olímpicos, no início de agosto.

Os melhores vídeos do dia

O próprio Luiz Fernando Pezão fez questão de se pronunciar sobre sua doença em nota divulgada aos jornalistas, nesta quinta-feira, dia 24 de março. “Os secretários e [Francisco] Dornelles vão me ajudar. A gente se fala sempre… Vou ficar uns 30 dias fora. [A licença] vou pedir formalmente”, garantiu o governador. "Tenho plena confiança que vamos vencer essa dificuldade", concluiu.

O oncologista Daniel Tabak disse que se trata de um caso complicado e que trata-se de um câncer de características agressivas. Mesmo assim, o médico especialista na doença aponta que as estatísticas são favoráveis, com possibilidades de cura completa de até 70%. Pezão é um dos membros do PMDB que estão ao lado da presidente Dilma Rousseff em um momento em que a maioria do partido já acenou com a possibilidade de abandonar a base governista.