Como se não bastasse todos os grampos telefônicos e todo o impasse em relação à posse como Ministro Chefe da Casa Civil, a situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva parece estar ainda mais comprometida com a Polícia Federal, que na tarde dessa quinta-feira (17) encontrou em sua casa em São Bernardo do Campo uma minuta de contrato de compra e venda, não assinada, que qualificaria a negociação do sítio “Santa Bárbara” em Atibaia no ano de 2012.

O documento que foi recolhido pelos investigadores da Polícia Federal na operação apelidada de Aletheia, realizada no dia 04 de março será anexado no processo para verificar a autenticidade da negociação de compra e venda.

Na minuta de contrato, foram verificados o valor da venda do sítio a Lula e a forma de pagamento, que seria feito em parcelas fixas

Mas um ponto agravante e extremamente comprometedor é que na minuta de contrato é descrita com detalhes o valor de venda do imóvel e a forma de pagamento que seria feita por Lula ao proprietário do sítio, o empresário Fernando Bittar.

O valor total do imóvel descrito no documento é de R$ 800 mil que seriam pagos em três parcelas de R$ 200 mil. Outro detalhe importante, é que somente consta no documento o nome de Fernando Bittar e não de outro proprietário oficialmente declarado a Polícia Federal, o também empresário Jonas Suassuna.

Polícia Federal já tinha recolhido “demandas específicas” que comprovavam que o sítio era verdadeiramente propriedade de Lula

A partir de agora a prova documental será anexada ao processo investigativo e somará com outras “demandas específicas” classificadas dessa forma pelos investigadores como: ampliações estruturais, reformas, objetos decorativos personalizados com nomes de familiares e construções que foram verificados pela Polícia Federal logo quando houve a primeira operação de busca e apreensão no sítio.

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Lula Corrupção

O Instituto Lula, em nota a imprensa, se defendeu da acusação informando que a minuta de contrato somente comprova que Lula “cogitou” comprar o sítio em 2012 mas não efetivou a compra e que o documento comprova que Lula realmente nunca foi dono do sítio.

Lembrando que a Polícia Federal confirmou que Lula esteve 111 vezes no sítio com sua família desde 2012 e que pertences de todos os membros da família do ex-presidente foram encontrados na operação Aletheia.

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