Em entrevista nesta manhã de sexta feira (04), na cidade de Curitiba, o procurador do Ministério Público Federal, Carlos Fernando dos Santos Lima, disse que a 24ª fase da Operação Lava Jato tem o intuito de esclarecer vantagens indevidas destinadas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus familiares no esquema de corrupção das empreiteiras ligadas à Petrobrás.

As evidências dessas vantagens, relatou Lima, são suficientes para deflagrar a nova fase da operação.

Foram realizados, nesta sexta (04), vários mandados de busca e apreensão pela Polícia Federal no prédio do ex-presidente Lula, de seu filho Fábio Luiz Lula da Silva, o 'Lulinha', na Odebrecht, no instituto Lula e na OAS. Há mandados também para Santo André, Atibaia, Manduri e Guarujá. Uma frase do procurador teve destaque nesta manhã, ele disse que existe "uma organização criminosa dentro do Governo federal", e completou afirmando que essa organização "certamente possui um comando".

Questionado por repórteres, na entrevista coletiva, o procurador não estabeleceu nenhuma ligação entre o "comando" e o ex-presidente Lula, pois ainda há necessidade de mais investigações. O procurador chegou a esta conclusão depois que viu a organização continuar a existir, mesmo com a prisão do ex-ministro José Dirceu.

Instituto Lula

O Instituto Lula reagiu criticando a ação da chamada força-tarefa da Lava Jato, dizendo que a operação é ilegal, arbitrária, injustificável e constitui grave afronta ao Supremo Tribunal Federal. O instituto também afirmou que a operação é de agressão ao estado de direito que atinge a sociedade brasileira.

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Doações e investigação

De acordo com o procurador do MPF, as empreiteiras investigadas na corrupção da Petrobras fizeram doações ao Instituto Lula entre 2011 e 2014. Segundo Lima, mesmo depois de deixar a presidência, podem haver pagamentos de vantagens, sem ser em dinheiro. O Instituto Lula reafirmou que Lula jamais recebeu vantagens indevidas e que nunca ocultou o patrimônio. Em relação ao sítio de Atibaia, investigações apontam que a Odebrecht pagou todo o material para construção.

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