O diretório do Partido dos Trabalhadores (PT) aprovou nesta última sexta-feira, dia 26, um documento elaborado pelos seus dirigentes e assinado pelo seu presidente, Rui Falcão, o qual faz críticas severas à operação desencadeada pela Polícia Federal e comandada pelo juiz Sérgio Moro. O mesmo classifica todo o processo como fruto de um consórcio de forças que possuem como objetivo atacar o ex-presidente Lula e o próprio PT.

O documento procura mostrar que Lula e a democracia brasileira estão sendo vítimas de um grande golpe que está sendo orquestrado para que o ex-presidente possa ser destruído, do ponto de vista político.

As constantes informações que são divulgadas na imprensa, fruto de vazamentos da operação Lava Jato, assim como as delações premiadas que muitas vezes não são acompanhadas de provas, contribuem para que a democracia, tão amplamente defendida pelo Partido dos Trabalhadores, possa estar sendo ameaçada.

Sem citar nomes, o documento, que também foi redigido por Rui Falcão, defende a existência de um aparelho político repressor, formado por associações tidas como de direita pelos grupos de comunicação em massa e por pequenos círculos que fazem parte deste sistema. A Lava Jato seria uma espécie de braço deste esquema para que se impusesse a vontade de uma elite conservadora e dominante que nutre um grande preconceito contra Lula e o PT.

Em determinado trecho, o documento critica diretamente o PSDB por adotar uma postura de direita conservadora e o acusa de ser o mentor do processo de impeachment que eles classificam como 'preventivo', ou seja, a saída de Dilma seria também a do PT e o aniquilamento de Lula dentro da política brasileira.

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A declaração ainda rechaça a tentativa do partido de direita de tentar impugnar o mandato de Dilma, junto ao TSE, pondo em dúvida o processo eleitoral que deu vitória à presidente.   

Com relação à Dilma Rousseff, o partido reitera seu compromisso em colaborar e apoiar a presidente. Entretanto, eles mantêm as críticas ao programa de ajuste fiscal que o governo quer implantar. No documento, o partido declara não aceitar que os ajustes sejam feitos por meio de mais sacrifício do povo brasileiro.  Com relação à reforma da previdência, os representantes afirmam que a mesma deve respeitar os direitos dos trabalhadores e que é preciso a participação das entidades de classes sindicais e as organizações e movimentos populares.