O premiado escritor Mario Vargas Llosa demonstrou bastante otimismo ao ser indagado sobre a nova posturapolítica da América Latina. Segundo o autor peruano, aqueda deste tipo de regime na região é motivo para celebrar um novo período de crescimento para os países do bloco. Em campanha na divulgação de seu mais novo romance, "Cinco Esquinas", Vargas Llosa crê que o passado de ditaduras que assolaram a América Latina no último século e no início deste está cada vez mais perto de ser superado.

Em entrevista ao jornal argentino "La Nación", o peruano aproveitou para elogiar as eleições presidenciais da Argentina, que colocaram Mauricio Macri no poder, erradicando o período de 12 anos de "kirchnerismo" na presidência, entre 2003 e 2015. Durante esta fase, Néstor Kirchner foi presidente até 2007, e depois ele deu lugar para sua esposa Cristina Kirchner assumir a Casa Rosada, sede da presidência.

Néstor faleceu em 2010.

Vargas Llosa destacou que a derrota de Cristina Kirchner foi de suma importância para o povo argentino, pois segundo seu ponto de vista "o país estava 'engarrafado' com este casal". O prestigiado escritor foi ainda mais enfático ao analisar o contexto político ao analisar os efeitos da eleição de Macri. "Tenho a impressão de que a democracia está voltando a funcionar na Argentina", afirmou ao "La Nación".

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Curiosidades Literatura

Ele considera que o país tem papel fundamental para que outras nações da América Latina sigam o exemplo, citando Cuba e Venezuela como ditaduras que estão desmoronando.

O escritor e seus paradoxos

O curioso no discurso de Mario Vargas Llosa é o fato de ele ter "virado a casaca". Ainda quando um jovem idealista, partidário de seu colega colombiano Gabriel Garcia Márquez, o peruano era adepto de ideais socialistas e fã confesso do então ditador cubano Fidel Castro.

Porém, com o passar do tempo, ele adotou outra postura e, já com status de estrela do mundo literário, passou a criticar regimes desta natureza. Em 1990, tentou se eleger presidente de seu país por um partido neoliberal de centro-direita. Acabou derrotado e praticamente deixou o Peru de lado, passando a maior parte de seu tempo em Madri.

O ganhador do Nobel em 2010, aborda em sua nova obra como a imprensa sensacionalista pode conduzir o povo a cometer equívocos ao ser manipulado.

Trata-se de um retrato fiel do que aconteceu ao próprio Peru durante a permanência de Alberto Fujimori no poder, entre 1990 e 2000 e, fundamentalmente, ao rigor das artimanhas utilizadas pelas ditaduras para se perpetuar no poder a qualquer preço.

Autor de "A Festa do Bode", "Lituma nos Andes", "A Guerra do Fim do Mundo", Os cadernos de Dom Rigoberto", dentre outros Livros festejados por público e crítica, Vargas Llosa deixa claro em sua nova empreitada que o jornalismo atual também deixa muito a desejar em termos de compromisso com a verdade.

Em suma, o escritor continua sendo uma incógnita (das boas) quando o que pensar de fato qual é o seu real posicionamento em relação ao mundo real e fictício.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo