Um dos mais renomados atores brasileiros contemporâneos, de inquestionável audiência e interesse público, Wagner Moura se posicionou sobre o momento político que o Brasil vive nesse início de 2016. O protagonista da série de sucesso "Narcos", lançada no ano passado, teve um artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo e criticou veementemente o processo de Impeachment da presidente Dilma Rousseff que circula no Congresso.

No texto, Moura faz questão de se dizer um "legalista", que, em suas palavras, defende as leis e condena o impeachment de Dilma.

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Ele nega ser um "governista", que se preocupa apenas em defender o atual governo. "É desonesto dizer que são favoráveis à corrupção àqueles que são contra o impeachment de Dilma Rousseff", escreveu.

Assim como grande parte dos intelectuais de esquerda e defensores do governo do PT, Moura também ligou o atual processo político do país com o ano de 1964, quando um golpe militar deu início à ditadura brasileira. O ator fez questão de relembrar que o nome de Dilma não aparece na lista da empreiteira Odebrecht - investigada pela Operação Lava Jato -,  que elencou políticos e partidos que receberam doações para campanhas.

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Além de criticar o juiz Sérgio Moro, principal condutor das investigações da Lava Jato e defendido fortemente nas manifestações contra Dilma, Moura disparou críticas contra Jair Bolsonaro. O polêmico deputado é um dos potenciais candidatos à presidência da República em 2018 e em diversas entrevistas já manifestou o seu desejo de pleitear o cargo. Mas, para o artista, Bolsonaro não passa de um "fascista".

"Nós estamos vivendo uma recessão econômica que está ameaçando todas as nossas recentes conquistas sociais.

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A economia está travada e já não mais dinheiro para manter, entre outras coisas, os programas sociais que modificaram a cara do Brasil", argumentou Moura, que reclamou, ao mesmo tempo, da perda de força das lutas progressistas e do aumento do espaço e de popularidade de figuras como Jair Bolsonaro, tido por ele como um "fascista".

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