O tom usado pela presidente Dilma Rousseff nos últimos dias atacando a oposição, criticando parlamentares, afirmando que fora traída pelos congressistas e um golpe contra a democracia está sendo orquestrado por uma minoria que não aceita que o pobre ganhe mais, pode ser um claro sinal que a petista sabe da derrota no Senado, o que poderá ocorrer nos próximos dias, e ela seja afastada pelo processo de impeachment.

Na reunião NA ONU que debateu a mudança climática ocorrida esta semana, a petista usou um tom agressivo apenas no final do seu discurso, dizendo que o Brasil passa por uma grave crise, mas que vive uma democracia forte. Na entrevista após a reunião, ela voltou a mencionar a palavra golpe, falou de traição por parte de aliados que abandonaram o Governo no momento em que ela mais necessitava de apoio.

Dilma afirmou estar sendo vítima de injustiça e que o país vai sofrer muito se ela sair da presidência. Em entrevista aos jornalistas estrangeiros, ela admite pedir ajuda aos países vizinhos, inclusive citando o ex-presidente paraguaio Fernando Lugo, que perdeu o cargo de presidente naquele país, e o Paraguai foi afastado do Mercosul, e Dilma diz que o mesmo poderá ocorrer com o Brasil.

Na segunda feira (25), o presidente do Senado Renan Calheiros vai dar início ao rito do impeachment, uma vez que a comissão está pronta para os debates que poderão levar o afastamento da presidente por 180 dias.

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Governo Política

Lula está recorrendo a governadores para tentar ainda convencer os senadores a votarem contra o impeachment, mas o governo sabe que a batalha está praticamente perdida, então um tom mais agressivo está sendo usado pelo partido. A presidente disse que o vice Michel Temer é um traidor da pátria, e a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), afirmou que Temer não tem condições de conseguir governabilidade tão facilmente assim, apenas com o afastamento da Dilma.

O fato da maioria dos senadores declararem voto favorável ao impeachment mostra que a luta está perdida para Dilma, ainda mais após as delações premiadas que estão acontecendo por parte dos diretores das empreiteiras, afirmando que Lula e Dilma foram beneficiados com dinheiro da Petrobrás nas campanhas eleitorais de ambos, a situação jurídica da presidente fica ainda mais complicada. Até mesmo alguns ministros do STF afirmaram que a presidente comete um erro grave ao falar de golpe, uma vez que o impeachment está na constituição.

O certo é que a crise econômica se agrava e medidas precisam ser tomadas imediatamente para dar um novo crédito ao país. Um novo presidente e novos ministros podem dar um ar de calmaria neste momento complexo que o país vive, e o mais importante, é que novos investimentos estrangeiros retornem ao país e o desemprego caia e o país volte a crescer.

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