Ao defender a presidente Dilma, durante a reunião do processo de impeachment, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, disse, nesta sexta-feira (15), que retaliação e ameaça não são fatos determinantes para que a presidente da República seja afastada.

Cardozo disse que o processo iniciou-se em um “ato viciado” e que se sucedeu por represália do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, na ocasião em que o PT se negou a apoiá-lo no Conselho de Ética, no qual o peemedebista é o centro de uma investigação.

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José Eduardo disse que, na verdade, o veredito foi tomado baseado em uma ameaça clara, e que se trata do uso de uma autoridade legal deturpada, tornando, assim, inútil a abertura desse processo de impeachment. Segundo Cardozo, a lei foi violentada. "Retaliação e ameaça, não são fatos conclusivos para que seja afastada do poder uma presidente da República", afirmou.         

Rotulando o processo de impeachment de “ato violento”, José Eduardo disse que, em um país no qual a corrupção é histórica e estrutural e que tem em andamento a Operação Lava Jato, na qual várias pessoas estão sendo investigadas, não há nenhuma investigação sobre a presidente da República, definitivamente nenhuma.

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Adicionou ainda que uma das pessoas que pediu o impeachment, Miguel Reale, teria dado uma entrevista à imprensa logo depois do início do processo, dizendo que se tratava de uma clara chantagem.

Ele exibiu ainda uma requisição para que a defesa possa se declarar no domingo novamente, posteriormente a interpretação do parecer pelo relator, Jovair Arantes do (PTB-GO), ainda não foi divulgado por Cunha se ele cederá esse tempo adicional.

Meta fiscal

Em relação à meta fiscal estipulada pelo Governo de Dilma Rousseff, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, continuou afirmando que o valor liberado pelos decretos não foram utilizados, devido a um contingenciamento do orçamento logo depois.

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O mesmo também disse que este governo fez a maior retenção de gastos da história.    

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