Eduardo Cunha (PMDB-RJ) está confiante de que Dilma deixará a presidência muito em breve e, para isso, conta com muitos aliados, dentre eles, Arthur Lira (PP-AL) e Maurício Quintella Lessa, ex-líder do PR, e muitos outros que também estão apostando que o Impeachment da presidente será aprovado e a petista deixará o cargo.

A confiança do presidente da Câmara é tão grande que ele arriscou dar um palpite, participando de um bolão, e, por incrível que pareça, acertou o placar da comissão do impeachment que ficou em 38 a 27.

De seu gabinete, Cunha acompanhou tudo e comemorou o resultado que ele "adivinhou", vencendo o bolão. Os deputados que participaram com ele garantiram que não foram feitas apostas em dinheiro, mesmo assim, estão sendo feitas muitas críticas pelo fato de estarem "brincando" com um assunto tão sério e que diz respeito a todos os brasileiros e ao futuro do país.

Cunha e seus aliados têm andado confiantes devido ao fato de Quintella não ter se deixado pressionar por Valdemar Costa Neto e ter votado a favor do impeachment; além da reunião que aconteceu entre Michel Temer e Jorge Picciani, que pode acabar com a mudança de votos no PP e, também porque Ciro Nogueira está encontrando grandes dificuldades para impedir que boa parte da bancada vote a favor do processo de impeachment.

Conforme o presidente da Câmara, a posição de Quintella poderá fazer com que outros deputados da bancada sigam o mesmo caminho e votem a favor do impeachment. Entretanto, o PR está contestando os números divulgados e garantiu que, no mínimo 17 deputados que estão na bancada, irão votar contra a realização do impeachment de Dilma. O PR conta hoje com 40 deputados.

Cunha ainda não revelou o critério que será usado na votação, mas prometeu contar tudo a respeito até quarta-feira (13), inclusive como será feita a ordem de chamada dos deputados.

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A votação acontecerá neste domingo, dia 17, e o peemedebista está sendo acusado de tentar manipular a votação, conseguindo influenciar os que estão indecisos para que votem a favor do impeachment.