Dilma Rousseff já confirmou que estará em Nova York nesta próxima sexta-feira (22) para participar da cerimônia de assinatura do "Acordo de Paris". A presidente viaja para os Estados Unidos na quinta-feira bem no início da manhã e o vice-presidente Michel Temer já assume o posto de presidente da República. A petista volta ao Brasil no sábado, dia 23 de abril.

Diante do clima em que se encontra a atual situação da presidente, era dúvida a ida de Dilma ao evento, principalmente pelo fato de que ela cancelou três outros compromissos internacionais nas últimas semanas para não se ausentar de Brasília durante a crise Política que enfrenta, mas ela optou por ir a Nova York participar do ato da assinatura para o Acordo.

Um dos compromissos cancelados por Dilma Rousseff foi a viagem a uma cúpula que tratava de segurança nuclear, realizada também nos Estados Unidos, em Washington em março. Esta semana a presidente cancelou uma outra viagem, desta vez o destino era a Assembleia Geral da ONU, que se reuniu para debater sobre as drogas. E a terceira viagem cancelada seria na próxima quinta-feira, para a Grécia, para o acendimento da Tocha Olímpica.

O momento é de grande tensão no país e Michel Temer, mesmo que por pouco tempo, estará no cargo que assumirá definitivamente caso o Impeachment de Dilma seja aprovado no Senado. No último domingo a presidente teve uma grande derrota na Câmara dos Deputados onde conseguiu-se com tranquilidade o número necessários de votos para que o processo tivesse continuidade.

Dilma não só se referiu a Temer como sendo um "golpista" como também já o acusou abertamente de conspiração contra seu governo.

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Lula Michel Temer

Em ocasiões passadas, o vice-presidente preferiu não usar o gabinete presidencial enquanto assumiu o cargo de forma interina, despachando do seu escritório mesmo, mas desta vez pode ser que ele faça questão de ir para lá, ou talvez não, já que avisou que acompanhará o processo de impeachment de forma respeitosa.

Pode ser então que o peemedebista não vá para o gabinete de Dilma, justamente como forma de demonstrar respeito à opositora, que em um passado próximo era sua grande parceira no mundo político.

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