O pré-candidato à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, desde o início de sua campanha nas primárias do Partido Republicano, vem demonstrando uma postura intolerante em relação ao seu vizinho e aliado México.

Dentre as suas várias promessas, ele anunciou que construirá um muro denominado "Great Wall" na fronteira entre os dois países, dificultando a circulação de mercadorias e pessoas.

De acordo com o Washington Post, Trump afirmou que se o governo mexicano não pagar o custo da construção do muro, ele obrigará os próprios mexicanos a custear a obra com uma muralha financeira, impedindo assim o fluxo do dinheiro dos Estados Unidos para o México. 

Há uma estimativa apontada pelo Banco Mundial de que em 2015, um total de U$25 bilhões saíram dos Estados Unidos para o México, e que seria o equivalente a 2% do PIB mexicano.

E, de acordo com Trump, grande parte dos recursos seria ilegal.

A iniciativa de Trump gerou inúmeras dúvidas acerca da viabilidade legal e política desse projeto, repercutindo em comentários negativos por parte do governo de Enrique Peña Nieto, além de receber críticas severas de inúmeros grupos, incluindo a comunidade de criptomoedas. 

A empresa Genesis Mining afirma que utilizar bitcoins para transferir dinheiro seria uma excelente alternativa a fim de contornar a possível "muralha financeira".

E, assim, as famílias de mexicanos residentes nos Estados Unidos poderão ter a garantia de que não haverá grandes dificuldades de transferir suas economias.

As incoerências nas propostas de Trump e sua falta de capacidade de analisar os recursos disponíveis hoje revelam o seu desconhecimento sobre as transformações constantes e instantâneas do mundo financeiro.

Não à toa, o candidato republicano vem sendo fortemente criticado por boa parcela da população norte-americana e também pela comunidade internacional que não concordam com suas opiniões xenófobas e com suas promessas descabidas.

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Por esta razão e outras, ele torna-se "imprevisível" e imprudente.

Assumir a cadeira de presidência na Casa Branca é ter uma grande responsabilidade, não só com os Estados Unidos, mas também com o resto do mundo, pois, dependendo de quem ocupar o cargo, as consequências podem ser graves. Se o candidato se revelar incapaz de medir os possíveis danos colaterais tanto em suas políticas domésticas quanto externas, poderá então gerar uma crise mais profunda no cenário internacional.

 Será que é isso que Donald Trump deseja?

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